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Anvisa notifica Mercado Livre sobre venda de remédios que exigem receita

Agência quer dados sobre a regularidade da empresa para realizar essas vendas, incluindo as exigências típicas aplicadas às farmácias e drogarias

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

29/09/2026 | 19h21

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Empresa disse estar em contato com a Anvisa e que segue normas aplicáveis - Adobe Stock
Empresa disse estar em contato com a Anvisa e que segue normas aplicáveis
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A Anvisa notificou formalmente o Mercado Livre após a plataforma anunciar a venda de medicamentos que exigem receita, destacando a necessidade de cumprir regulamentações específicas para operar nesse setor. A medida visa garantir a segurança dos consumidores e a conformidade com as normas de vigilância sanitária.

Em agosto, a Anvisa autorizou a entrega de medicamentos por plataformas digitais, mas impôs restrições, como a proibição da venda de medicamentos controlados e a exigência de informações sobre a origem dos produtos. Além disso, os consumidores devem ter acesso a um farmacêutico para esclarecer dúvidas.

O Mercado Livre afirmou que não recebeu a notificação, mas reafirmou seu compromisso com a segurança e a conformidade regulatória. A empresa deve apresentar justificativas legais para intermediar a venda de medicamentos e demonstrar como verificará a regularidade das farmácias parceiras.

Resumo gerado por IA

São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma notificação formal ao Mercado Livre na segunda-feira, 28, quatro dias após a plataforma de comércio eletrônico anunciar que passaria a vender remédios que exigem receita em seu marketplace online a partir do mês de outubro.

Em agosto, a Anvisa liberou a entrega de medicamentos por aplicativos e plataformas digitais - ou seja, farmácias e drogarias poderão contratar esses serviços para logística e entrega dos produtos.

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Apesar da autorização, há uma série de exigências e restrições. Dentre elas, está a proibição da venda pela internet de medicamentos tarja preta e de produtos sujeitos a controle especial. O consumidor também precisa ser informado sobre a origem do medicamento e a farmácia responsável pela venda.

Além disso, o paciente deve ter acesso a um farmacêutico para esclarecer dúvidas, por telefone ou chat e o transporte precisa preservar as condições adequadas de temperatura, umidade e segurança, de forma a evitar danos ou contaminação.

Em nota oficial enviada ao Estadão, a Anvisa informou ter solicitado dados sobre a regularidade da empresa para realizar essas vendas, incluindo as exigências típicas aplicadas às farmácias e drogarias.

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Procurado, o Mercado Livre afirmou que não recebeu notificação referente ao ofício, mas reafirmou cumprir as normas aplicáveis, colocando em primeiro lugar a segurança de seus usuários. A empresa disse estar em contato com a Anvisa e demais entidades para contribuir com a constante adaptação da regulamentação.

As normas que regem a comercialização de medicamentos no Brasil são da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44/2009 da Anvisa. Em relação a vendas por meio da internet, o texto estabelece que o pedido deve ser feito diretamente no site do estabelecimento ou da respectiva rede de farmácia ou drogaria.

A RDC também determina que fica vedada a oferta de medicamentos na internet em site que não pertença a farmácias ou drogarias autorizadas e licenciadas pelos órgãos de vigilância sanitária competentes, que não devem ser exibidas publicidades dos remédios e estabelece uma série de informações que devem ser disponibilizadas para os consumidores.

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Assim, o Mercado Livre precisa apresentar o fundamento legal que o permitiria hospedar e intermediar a comercialização de remédios por farmácias e drogarias de terceiros, e também terá de explicar como pretende verificar se as farmácias cadastradas têm autorização para funcionar, alvará sanitário e farmacêutico responsável.

Nota oficial da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária fez uma notificação formal ao Mercado Livre após a empresa anunciar a criação de uma drogaria própria para operar em seu marketplace, com a finalidade de comercializar medicamentos. A Anvisa solicita dados sobre a regularidade da empresa para essas atividades, incluindo as exigências típicas aplicadas às farmácias e drogarias, como responsabilidade técnica, cumprimento de regras de armazenamento e registro de profissional farmacêutico responsável, entre outros, e ressalta que, até o momento, não há previsão normativa que autorize a intermediação de marketplaces para finalidade de comercializar medicamentos. A norma em vigor é a RDC 44/2009 e a aplicação da Lei 15.357/2026 segue condicionada à regulamentação por parte da vigilância sanitária.

Nota oficial do Mercado Livre

O Mercado Livre informa que, até o momento, não recebeu qualquer notificação e/ou informação referente ao ofício mencionado. De toda maneira, a empresa aproveita a oportunidade para reafirmar que cumpre as normas aplicáveis, colocando em primeiro lugar a segurança de seus usuários.

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A confiança do consumidor brasileiro é a base do nosso negócio. Entrar na vertical de venda de medicamentos não será diferente e entendemos a seriedade de entrar no setor farmacêutico. No Mercado Livre, todos os produtos têm rastreabilidade completa assegurando controle de origem e validade e garantindo conformidade com todas as normas sanitárias vigentes.

A empresa mantém diálogo com a Anvisa e demais entidades para contribuir com a constante adaptação da regulamentação.

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