CONFIRA

Mercado Livre terá farmácias dentro do seu site para venda de medicamentos

A decisão abrange inclusive itens que precisam de prescrição médica e a lista de remédios disponíveis vai de antibióticos a canetas emagrecedoras

Broadcast

Por Broadcast

24/09/2026 | 17h26

Adobe Stock

Plataforma incluirá três farmácias inicialmente mas previsão é chegar a 20 até dezembro - Adobe Stock
Plataforma incluirá três farmácias inicialmente mas previsão é chegar a 20 até dezembro
Ouvir texto 2:27 1x

O Mercado Livre anunciou a inclusão de farmácias em seu site a partir de outubro, expandindo sua atuação no setor farmacêutico após a aquisição da Farmácia Cuidamos, com previsão de ter 20 farmácias até o final do ano.

A plataforma já realiza vendas de medicamentos sob prescrição médica e iniciou um projeto-piloto em São Paulo, onde a demanda por remédios é alta, especialmente para produtos que os consumidores preferem não comprar presencialmente.

Além disso, o Mercado Livre lançará o serviço 'Envio Agora', que promete entregas em até uma hora, inicialmente em algumas áreas de São Paulo, utilizando uma rede de entregadores para aumentar a agilidade nas entregas de produtos de farmácia e supermercado.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O Mercado Livre anunciou nesta quarta-feira, 24, que, a partir de outubro, o grupo terá farmácias dentro do seu site. Hoje, a companhia vende remédios que fazem parte de um estoque próprio, o que foi um desdobramento da aquisição da Farmácia Cuidamos, concluída no ano passado.

Nesta nova etapa, o Mercado Livre vai plugar incluir terceiros ao seu marketplace. Serão três farmácias dentro da plataforma em outubro, com previsão de chegar a 20 até o fim do ano. A companhia não revelou os nomes dos participantes.

Publicidade

"Vamos ter o onboarding [integração] até o fim do ano e acelerar o marketplace de farmácias no começo do ano que vem", disse o líder do Mercado Livre no Brasil, Fernando Yunes, em entrevista à imprensa.

Yunes afirmou que o modelo segue o já existente em outros setores, nos quais pequenas, médias e grandes empresas estão dentro do marketplace.

"O Mercado Livre é como um grande shopping online, com as lojas dentro. Grandes nomes como Carrefour, Casas Bahia, Decathlon e outros milhares de players já vendem com a gente. Queremos o mesmo modelo para as farmácias", afirmou Yunes.

Publicidade
Não queremos competir com as farmácias. Queremos que estejam dentro do Mercado Livre."
Líder do Mercado Livre no Brasil, Fernando Yunes

Uma vez que as vendas sejam feitas no marketplace, as entregas poderão ser realizadas pelas próprias farmácias ou pela rede de transportadores do Mercado Livre. Os medicamentos farão parte do grupo de itens disponíveis para entrega feita em até uma hora. Essa modalidade - chamada 'Envio Agora' – também foi anunciada hoje pelo grupo, e ainda está em fase de testes, com a cobertura limitada.

Prescrição médica

Outro anúncio do Mercado Livre é o início da venda de medicamentos sob prescrição médica. Isso abrange desde itens que não exigem a retenção da receita até aqueles que demandam a retenção do documento. A lista de remédios disponíveis vai de antibióticos a canetas emagrecedoras.

Projeto piloto

O Mercado Livre iniciou, em março, um projeto-piloto para a venda de medicamentos na cidade de São Paulo, o que marcou a entrada da plataforma no varejo farmacêutico brasileiro. A operação começou com escala reduzida, com entregas em até três horas e foco em produtos sem prescrição, como analgésicos, vitaminas e antiácidos.

Publicidade

"Começamos por remédios sem receita. E as buscas no Mercado Livre por remédios é muito grande. Na hora que olhamos o volume de buscas de remédios, vemos que a demanda já está lá", citou Yunes.

Segundo ele, a busca é especialmente elevada em categorias de itens que o consumidor não se sente confortável para compra de forma presencial, no balcão das farmácias tradicionais. Como exemplo, citou de medicamentos sexuais até combate ao fumo.

A companhia já opera a venda de medicamentos em outros mercados da América Latina, como México, Colômbia, Argentina e Chile.

Publicidade

"Envio Agora"

Com relação às entregas em um prazo de até 1 hora anunciada hoje, batizada de “Envio Agora”, a empresa informou que, neste primeiro momento, a operação será testada em uma área de quatro a cinco bairros da cidade de São Paulo. Em seguida, será ampliada para toda a capital paulista, região metropolitana e demais localidades. A companhia não revelou quais são os bairros dessa fase de testes, nem deu prazo para ampliar a cobertura.

“Como tudo que fazemos, começamos pequenos e, depois, a ideia é escalar”, afirmou Yunes. “Vamos cobrir toda a cidade com entregas muito rápidas. É um avanço na logística para atender a um novo modelo de entregas”, acrescentou.

A entrega em até 1 hora valerá para produtos de até 15 quilos vendidos no marketplace, abrangendo também itens de farmácia e supermercado - segmento nos quais enfrentará concorrentes, como Ifood e Rappi, por exemplo.

Publicidade

O Mercado Livre vai recorrer a uma rede de entregadores para coleta dos produtos nas lojas e envio até o endereço dos compradores. Em vez de utilizar os caminhões e vans da malha logística padrão, a companhia vai recorrer a motoboys, motoristas de carros e ciclistas para um transporte mais ágil.

“Neste momento não temos uma rede de motoqueiros tão grande, porque estamos começando. Mas vamos criar”, disse Yunes, ressaltando que há uma variedade grande de produtos disponíveis para entrega rápida, o que ajudará a dar escala nesse fluxo.

(Por Circe Bonatelli)

Publicidade

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.