Dermatologista alerta sobre cosméticos que dizem parar o envelhecimento
Envato
25/01/2026 | 13h36
São Paulo, 23/01/2026 - O médico dermatologista Adriano Loyola, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia da regional de Goiás, em entrevista ao VIVA, alerta a respeito de comésticos e produtos de maquiagem que não necessariamente cumprem a propaganda que fala em "anti-envelhecimento". Afinal, não é possível parar o envelhecimento.
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Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cosméticos têm como finalidade estética limpar e proteger diferentes partes do corpo. Eles devem ser de uso externo e não invasivo. Para promover tratamento, segundo as normas, o produto precisa ser testado e catalogado como medicamento.
O termo “dermocosmético”, popular nas redes sociais, não é uma categoria reconhecida pela Anvisa. Segundo o médico, a maioria dos produtos que prometem ser “rejuvenescedores” são comercializados em venda livre (vendidos em mercados ou farmácias). Por isso, de acordo com as regras, apresentam uma concentração de ativos muito baixa e não são tratamentos.
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“A pele é uma barreira de proteção e esses produtos não tem uma absorção tão considerável, não conseguem chegar à profundidade para fazer com que as fibras de colágeno tenham uma produção adequada. Eles têm uma ação muito limitada”, disse o médico. Loyola defende que esses cosméticos atuam mais na hidratação e no clareamento, que melhoram o aspecto de forma geral.
Dá uma sensação de que a pele está sendo mais bem tratada, daí usam esse nome ‘anti-envelhecimento’. Mas com certeza o envelhecimento continua. Não se consegue frear isso daí, principalmente com produtos tópicos”, afirmou.
O dermatologista que, normalmente, esses ativos comuns não apresentam risco de causar efeitos colaterais e alergias. “Quando se começa a utilizar esses ativos em uma concentração alta, passa a ser um medicamento e já há melhor resposta com uso dele. Mas você tem que ter um prescritor responsável que está supervisionando esse tratamento”, alerta o médico.
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Como cuidar da pele madura?
O que acontece, geralmente após os 45 anos, é uma mudança homonal somada à exposição solar e estilo de vida, que determinam o envelhecimento da pele. “Com a evolução da idade, há uma perda progressiva de fibras, de colágeno, de elastina. E a pele fica mais fina e mais flácida. A tendência é ficar uma pele mais seca, mais ressecada. Então, há uma perda de firmeza importante, vão aparecendo essas rugas”, explica o médico.
Segundo Loyola, os cuidados mais recomendados para a pele devem começar cedo. “Fatores relacionados a um estilo de vida bem trabalhado, coadjuvante com os tratamentos de pele e os cremes”, diz. É importante manter uma rotina de cuidados, que devem ser intensificados com a pele madura, para que o rosto e corpo estejam sempre no melhor aspecto:
- Uso regular do protetor solar
- Hidratação adequada
- Alimentação adequada
- Atividade física
- Sono regular
- Fazer uma limpeza adequada da pele
Para medicamentos e tratamentos, sempre consulte um dermatologista.
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