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El Niño em 2026 acende alerta para calor e mudanças nas chuvas; veja previsão

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El Niño deve continuar até o início de 2027 - Adobe Stock
El Niño deve continuar até o início de 2027
Por Alexandre Barreto

30/06/2026 | 11h00

São Paulo - O primeiro boletim oficial sobre o El Niño em 2026 aponta que o fenômeno já está estabelecido no Oceano Pacífico e deve permanecer ativo pelos próximos meses. Segundo o documento divulgado nesta segunda-feira, 29, por órgãos federais, há mais de 90% de probabilidade de o El Niño continuar até o início de 2027, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão.

O levantamento foi elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

De acordo com o boletim, as temperaturas da superfície do mar observadas em junho apresentam o padrão característico do El Niño, com uma extensa faixa de águas mais quentes no Oceano Pacífico Equatorial. Em áreas próximas à costa da América do Sul, as anomalias de temperatura já superam 2°C.

A previsão climática para o trimestre entre julho, agosto e setembro de 2026 aponta tendência de chuvas acima da média em parte da Região Sul. Já o centro-norte do Brasil deve registrar precipitações abaixo do esperado para o período.

Os modelos climáticos também indicam temperaturas acima da média durante o segundo semestre. Esse cenário aumenta a probabilidade de ondas de calor e favorece a ocorrência de incêndios florestais em diferentes regiões do País.

Caso as anomalias da temperatura da superfície do mar permaneçam acima de 2°C durante os próximos meses, o fenômeno poderá ser classificado como um El Niño muito forte.

Os órgãos responsáveis informaram que o boletim será publicado mensalmente para acompanhar a evolução do fenômeno e fornecer informações atualizadas aos governos e à população.

Além das previsões meteorológicas, o documento monitora possíveis reflexos na agricultura, nos níveis de rios e reservatórios, além dos riscos de inundações e deslizamentos de terra. A orientação é acompanhar as atualizações oficiais e seguir as recomendações da Defesa Civil para reduzir os impactos causados pelo El Niño.

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