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Envelhecimento com HIV impõe desafios clínicos e será tema de evento no RS

Divulgação/SGI

Envelhecer com HIV é um dos temas de destaque da programação do 7º InfectoTchê, da SGI, nos dias 22 e 23 em Porto Alegre (RS) - Divulgação/SGI
Envelhecer com HIV é um dos temas de destaque da programação do 7º InfectoTchê, da SGI, nos dias 22 e 23 em Porto Alegre (RS)
Por Bianca Bibiano

04/05/2026 | 10h42

São Paulo - O aumento da expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV vem transformando o perfil da doença e trazendo novos desafios para a prática médica. Esse cenário será um dos destaques da programação do 7º InfectoTchê, congresso médico promovido pela Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI), nos dias 22 e 23 em Porto Alegre (RS). 

O evento reunirá infectologistas e especialistas em saúde do adulto e do idoso para discutir como o envelhecimento impacta o cuidado com essa população. Segundo a SGI, o avanço do tratamento antirretroviral, conhecido popularmente como 'coquetel', mudou radicalmente a história do HIV.

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Atualmente, na maioria dos casos, o tratamento é feito com um ou dois comprimidos por dia, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e permite que a pessoa tenha uma expectativa de vida semelhante à de quem não vive com o vírus, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento iniciado rapidamente.

"Hoje, as pessoas vivendo com HIV não morrem mais, na grande maioria dos casos, por complicações diretamente ligadas à infecção. Elas envelhecem e passam a apresentar doenças que também são comuns na população geral, como câncer, doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral. Em alguns casos, esses problemas podem até ser mais frequentes, o que exige acompanhamento mais atento", afirmou em nota o presidente da SGI, Dimas Alexandre Kliemann.

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Acompanhamento da pessoa com HIV

Além do acompanhamento médico, o evento da SGI vai abordar as mudanças no estilo de vida da pessoa com HIV, que também ganham protagonismo no cuidado. Em muitos casos, esses pacientes acabam desenvolvendo uma atenção mais rigorosa à própria saúde, o que pode contribuir para melhores desfechos ao longo dos anos.

Outro ponto em discussão será a preparação do sistema de saúde para o envelhecimento da população. Questões como acessibilidade, diagnóstico precoce de fragilidade e acesso a exames e tratamentos ainda representam desafios. 

“O sistema de saúde, de forma geral, ainda é muito reativo. Precisamos avançar na preparação para o envelhecimento, com estruturas mais acessíveis e com maior disponibilidade de exames e tratamentos, tanto para pessoas vivendo com HIV quanto para a população como um todo”, destaca Kliemann.

O congresso abordará ainda temas como fragilidade, alterações renais, osteopenia e osteoporose, além de comorbidades metabólicas como colesterol elevado e diabetesassociados ao envelhecimento e às doenças infecciosas.

Serviço

7º InfectoTchê - Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI)

Quando: dias 22 e 23 de maio

Onde: Porto Alegre (RS)

Mais informações: https://www.infectotche.com.br/ 

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