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Anvisa alerta que reposição de testosterona em mulheres não é necessária

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Promessas genéricas de mais energia, rejuvenescimento ou benefícios estéticos relacionadas a reposição de testosterona devem ser vistas com cautela - Adobe Stock
Promessas genéricas de mais energia, rejuvenescimento ou benefícios estéticos relacionadas a reposição de testosterona devem ser vistas com cautela
Por Emanuele Almeida

11/08/2026 | 10h22

São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um alerta sobre reposição de testosterona em mulheres reforçando que a prática não é obrigatória para esse grupo. 

"É falsa a afirmação de que toda mulher precisa repor o hormônio para melhorar a saúde, sua disposição ou evitar os efeitos do envelhecimento", pontua a agência. 

O alerta da autoridade decorre de publicações nas redes sociais que prometem, de forma consistente, resultados como pele mais firme, ganho de massa muscular, emagrecimento e até mesmo aumento da libido.

Por que não é necessário fazer reposição de testosterona?

A reposição de testosterona, entre outros hormônios, não é uma necessidade universal de mulheres e só deve ser feita com avaliação e indicação clínica, em conjunto com o acompanhamento profissional. 

Tal prática só deve ser feita após exames no paciente, além de levar em conta sintomas, histórico de saúde e evidências científicas que sustentem o tratamento. 

"Sociedades médicas apontam que a única indicação reconhecida cientificamente para o uso terapêutico da testosterona em mulheres é o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH) na pós-menopausa", explica a Anvisa. 

Riscos

A reposição de testosterona sem necessidade comprovada pode aumentar riscos à sáude e causar:

  • Acne;
  • Alopecia (perda significativa de cabelo e pelos);
  • Alterações no fígado;
  • Distúrbios nos níveis de gordura no sangue, causando acúmulo;
  • Problemas no coração e vasos sanguíneos;
  • Dependência psíquica.

Registros de farmacovigilância da Anvisa revelam um aumento nas notificações de eventos adversos relacionados a medicamentos anabolizantes, com pico em 2024. A testosterona e a somatropina, que são medicamentos controlados e com indicações terapêuticas específicas aprovadas no País, respondem por mais de 90% desses casos.

A Anvisa ressalta, contudo, que essa alta não reflete necessariamente um aumento real dos riscos. A elevação pode decorrer da ampliação do uso de plataformas digitais, do maior engajamento com a farmacovigilância e da crescente conscientização de pacientes e profissionais de saúde.

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