Exame de sangue para detectar mais de 50 tipos de câncer chega ao Brasil
Novo teste pode ser indicado a pessoas assintomáticas com mais de 50 anos, mas não substitui mamografia, colonoscopia e outros exames de rastreamento
Por Broadcast
06/10/2026 | 10h12Adobe Stock
A Genesis Genomics, parceria entre o Grupo Fleury e o Hospital Albert Einstein, inicia a oferta do exame de sangue Galleri no Brasil, que detecta sinais precoces de mais de 50 tipos de câncer, visando atender pessoas assintomáticas acima de 50 anos.
O Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer anualmente entre 2026 e 2028, o que torna a introdução do Galleri relevante, especialmente para tumores com pouca estratégia de rastreamento, como os de pâncreas e esôfago.
O exame será integrado à estrutura de diagnóstico do Grupo Fleury e, embora não substitua métodos tradicionais, representa uma oportunidade de crescimento na área de genômica, que atualmente compõe apenas 1% da receita de análises clínicas no Brasil.
San José - A Genesis Genomics, joint venture entre o Grupo Fleury e o Einstein Hospital Israelita, começa a oferecer no Brasil o Galleri, exame de sangue que busca sinais precoces de mais de 50 tipos de câncer.
O teste, que foi desenvolvido pela norte-americana Grail, já está disponível nas unidades do Fleury e poderá ser indicado, após avaliação médica, a pessoas assintomáticas com mais de 50 anos.
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A tecnologia será utilizada como complemento aos métodos tradicionais de rastreamento e pode contribuir para identificar tumores para os quais ainda não existem estratégias amplamente estabelecidas, como os de pâncreas e esôfago.
A chegada ocorre em um cenário de aumento da incidência da doença no País. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026-2028. No Grupo Fleury, o exame será integrado à estrutura de diagnóstico, genética, genômica e oncologia da companhia, contribuindo com o segmento de "novos elos", que tem ganhado importância cada vez maior na receita do grupo.
A companhia vê a expansão da genômica como estratégica. Segundo a diretora-presidente da rede de laboratórios, Jeane Tsutsui, a área ainda representa uma parcela pequena da receita, mas tem potencial de crescimento.
"Quando a gente olha em termos de receita no Brasil, genômica está em aproximadamente 1% da receita de análises clínicas. Mas para mercados maduros, como o dos Estados Unidos, isso já representa em mais de 10%. Então tem um potencial de crescimento", afirma.
Segundo ela, a parceria com o Einstein por meio da Genesis é relevante para o desenvolvimento de novos testes e para a atuação do Fleury em medicina de precisão.
A empresa ressalta que o Galleri não substitui exames de rastreamento já recomendados, como mamografia e colonoscopia. Um resultado positivo precisa ser confirmado por exames complementares, enquanto um resultado negativo não elimina completamente a possibilidade de câncer.
Estudos internacionais têm avaliado o Galleri como complemento aos métodos tradicionais. O Pathfinder 2, com 35.878 participantes nos Estados Unidos e Canadá, apontou aumento de 6,5 vezes na detecção de novos cânceres com a inclusão do teste.
Já o estudo NHS-Galleri, realizado no Reino Unido com mais de 140 mil pessoas, não atingiu seu objetivo principal de reduzir estatisticamente os casos de câncer avançado, embora análises secundárias tenham apontado maior identificação de tumores em estágios iniciais.
(Por Wilian Miron)
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