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Exame de sangue que ajuda a investigar Alzheimer passa a ser realizado no RS

Teste é aprovado pela Anvisa e indicado para ajudar no diagnóstico de pessoas acima de 50 anos que passam por investigação de declínio cognitivo

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

21/10/2026 | 12h01

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Teste não é recomendado para pessoas assintomáticas, fora de pesquisa ou de contextos bem definidos - Envato
Teste não é recomendado para pessoas assintomáticas, fora de pesquisa ou de contextos bem definidos
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O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, lançou um exame de sangue para auxiliar no diagnóstico da doença de Alzheimer, sendo o primeiro no Brasil a oferecer o teste aprovado pela Anvisa. Essa inovação pode impactar significativamente o diagnóstico precoce e o manejo da doença, que é a principal causa de demência no país.

O exame, chamado p-tau217 plasmático, é indicado para pacientes já em investigação de declínio cognitivo e não deve ser utilizado como rastreio em pessoas assintomáticas. Ele permite diferenciar o Alzheimer de outras causas de declínio cognitivo, possibilitando um tratamento mais adequado.

Atualmente, o teste é disponibilizado de forma privada por R$ 3.200, com planos de avaliação para inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2026. A introdução desse exame representa uma alternativa menos invasiva e mais acessível em comparação aos métodos tradicionais de diagnóstico.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), passou a oferecer um exame de sangue que auxilia na investigação e diagnóstico da doença de Alzheimer. A instituição afirma ser a primeira Brasil a oferecer o teste aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o neurologista Eduardo Zimmer, diretor (head) do Centro da Memória e Neurologista do hospital, o chamado "p-tau217 plasmático" é um exame de sangue indicado para quem já está em investigação de declínio cognitivo com uma suspeita clínica de doença de Alzheimer.

O exame deve ser solicitado por um médico especialista depois de uma avaliação clínica e cognitiva e serve para confirmar ou afastar a presença de patologia amiloide, e não como exame de rastreio.
Eduardo Zimmer, neurologista

Nesse sentido, Zimmer ressalta que o teste não é recomendado para pessoas assintomáticas, fora de pesquisa ou de contextos bem definidos. "O resultado precisa ser lido junto com o quadro clínico", pondera o médico.

A oferta do novo exame ocorre por enquanto de forma privada, ao custo de R$ 3.200, mas o hospital informa em nota que planeja avaliar a tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda no ano de 2026.

Zimmer complementa que o exame permite diferenciar o Alzheimer de outras causas de declínio cognitivo, que podem ter tratamento diferente, como depressão, causas vasculares, outras demências.

"Também dá acesso mais cedo ao manejo farmacológico e não farmacológico, como controle de fatores de risco como pressão, diabetes, audição e atividade física; e tempo para o paciente e a família planejarem o futuro, questões legais, financeiras, de cuidado e de segurança, por exemplo."

Causa mais frequente de demência no Brasil

A doença de Alzheimer é caracterizada como um transtorno neurodegenerativo que afeta a memória recente, a linguagem e a percepção de orientação espacial e temporal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a condição corresponde a aproximadamente 60% a 70% de todos os casos de demência, sendo reconhecida como a principal causa da síndrome no mundo.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que a patologia também figura como a causa mais frequente de demência na população com idade idosa. Atualmente, o diagnóstico assistido por biomarcadores é realizado com métodos mais invasivos ou de alto custo, como a punção lombar para coleta do líquido cefalorraquidiano e a tomografia do tipo PET para mapeamento das placas de beta-amiloide.

“Nesse cenário, o exame p-tau217 representa uma alternativa transformadora e custo-efetiva, que consegue identificar os sinais biológicos da doença de forma menos invasiva pela análise no sangue”, explica Zimmer.

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