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Imunoterapia: como será tratamento do Papa para prevenir a volta do câncer?

Tratamento busca recuperar a capacidade do sistema imunológico de destruir a célula tumoral e já possui indicação para diversos tipos de câncer

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O Papa Leão XIV passou por cirurgia há dez dias e retirou um câncer no pulmão - Reprodução/Vatican News
O Papa Leão XIV passou por cirurgia há dez dias e retirou um câncer no pulmão
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O Papa Leão XIV, após cirurgia para remoção de um câncer no pulmão, iniciará um tratamento de imunoterapia por três anos para prevenir a recorrência da doença, conforme boletim médico que destaca sua boa recuperação pós-operatória.

A imunoterapia, que visa fortalecer o sistema imunológico contra células tumorais, já é indicada para diversos tipos de câncer, incluindo melanoma e câncer de pulmão, e novas pesquisas têm melhorado sua eficácia e segurança.

Recentemente, a Lei 15.379/2026 foi sancionada, permitindo a inclusão da imunoterapia nos tratamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), e o Papa foi desaconselhado a viajar devido à sua recuperação, alterando sua agenda oficial.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Após passar por cirurgia para retirada de um câncer no pulmão e registrar "excelente evolução do pós-operatório", segundo boletim médico, o Papa Leão XIV deverá começar um tratamento com imunoterapia por pelo menos três anos para evitar o retorno da doença.

De acordo com publicação do Hospital A.C. Camargo, especializado no tratamento de câncer, a imunoterapia é uma forma de tratamento que busca recuperar a capacidade do sistema imunológico de reconhecer e controlar ou até destruir a célula tumoral. Durante muitas décadas, diversas maneiras de estimular as células de defesa contra o câncer foram testadas, nem todas tiveram o sucesso esperado. 

A criação de vacinas é um exemplo de imunoterapia, assim como o transplante de medula óssea, utilizado para substituir a medula doente por outra saudável. Recentemente, contudo, o melhor conhecimento do sistema imunológico permitiu a criação de novos medicamentos para imunoterapia com potencial de eficácia maior e menos efeitos colaterais.

Atualmente, essa forma de tratamento já possui indicação para diversos tipos de tumores, como em casos de melanoma cutâneo avançado, câncer de pulmão de não-pequenas células e linfoma de Hodgkin clássico recidivado ou refratário. 

Imunoterapia existe no SUS?

Em abril deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou sem vetos a Lei 15.379/2026, que inclui a imunoterapia nos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).

A norma foi publicada no Diário Oficial da União e passou a permitir a adoção do tratamento sempre que houver evidência de maior eficácia ou segurança em relação às opções tradicionais. A legislação alterou a Lei Orgânica da Saúde e estabeleceu que a imunoterapia fosse incorporada ao SUS de acordo com critérios técnicos.

Embora a lei preveja a imunoterapia no SUS, o acesso depende de avaliação individual de cada medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que encaminha a inclusão na rede pública.

Este ano, por exemplo, foram aprovados dois imunoterápicos contra câncer de pele do tipo melanoma, em estágio avançado não-cirúrgico e metastático, enquanto outras indicações para cânceres de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e de cólo de útero seguem em análise após realização de consulta pública.

Estado de saúde do Papa

Segundo apuração da jornalista Mirticeli Medeiros, divulgada na Globonews, o Hospital Policlínico Gemelli, onde ele foi operado, informou que o tumor do pontífice tinha 2,5 centímetro e os exames identificaram positividade para PD-L1. A cirurgia foi indicada diante do histórico familiar de câncer de Leão XIV.

Embora os exames tenham mostrado uma boa evolução do pós-operatório, ele foi desaconselhado a viajar para a cidade de Assis, no centro da Itália. A visita estava marcada para hoje, mas segundo comunicado do Vaticano, o evento havia sido confirmado antes da cirurgia, o que alterou a programação. 

O cancelamento é a mais recente alteração na agenda de Leão XIV desde que parte de um de seus pulmões foi removida na semana passada, no primeiro grande problema de saúde de seus 17 meses de pontificado.

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