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Manipulação de canetas emagrecedoras: Anvisa adia decisão sobre tema

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Representantes de associações farmacêuticas, médicas e empresas do setor que se manifestaram contra a manipulação dos medicamentos - Adobe Stock
Representantes de associações farmacêuticas, médicas e empresas do setor que se manifestaram contra a manipulação dos medicamentos
Por Emanuele Almeida

07/05/2026 | 16h59

São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a análise da Instrução Normativa (IN) que estabelece requisitos técnicos para importação, qualificação de fornecedores e controle de qualidade aplicáveis à manipulação de agonista de GLP-1, as canetas emagrecedoras. 

Leia também: Anvisa e PF formalizam parceria contra canetas emagrecedoras ilegais

Na reunião de discussão, na quarta-feira, 7, o relator do caso chegou a apresentar voto para a deliberação do colegiado.  Porém, o adiamento se deu por conta de um pedido de vista do diretor da Anvisa, Thiago Campos que alegou a necessidade de ajustes no texto, principalmente sobre o processo regulatório e o prazo de entrada de vigor das regras. 

A reunião contou com a presença de diversos representantes de associações farmacêuticas, médicas e empresas do setor que se manifestaram contra a manipulação dos medicamentos, alegando riscos envolvidos com a prática, como a viabilidade de contrabando e produção em massa de remédios manipulados. 

Representantes do Sindusfarma, PróGenéricos, Interfarma e Grupo FarmaBrasil pediram a proibição integral e imediata da manipulação desses produtos (tanto de origem biológica quanto sintética). O Sindusfarma classificou o cenário de uso das canetas emagrecedoras manipuladas como um "grande absurdo" e um risco sanitário extremo que já atinge milhões de pessoas.

Leia também: Canetas emagrecedoras manipuladas abrem debate sobre qualidade e riscos

Próximos passos

O diretor que pediu vista  agora tem duas reuniões do colegiado da Anvisa como prazo para apresentar uma nova análise para a Instrução Normativa. 

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