CONFIRA

Nova lei cria padrões de qualidade para hospitais particulares

Anvisa vai estabelecer critérios para segurança do paciente, atendimento e qualidade dos serviços; resultados serão divulgados periodicamente

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

30/09/2026 | 08h00

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Multas para hospitais que descumprirem as regras variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil - Adobe Stock
Multas para hospitais que descumprirem as regras variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil
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O presidente Lula sancionou a lei 15.524/2026, que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde na iniciativa privada, estabelecendo padrões de qualidade a serem definidos pela Anvisa. A medida visa melhorar a qualidade do atendimento em hospitais e clínicas particulares, com consequências diretas para a segurança dos pacientes.

A nova legislação prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil para instituições que não atenderem aos requisitos, além de responsabilização civil em casos de danos à saúde. O projeto foi inspirado pela experiência pessoal do ministro Flávio Dino, cujo filho faleceu após atendimento inadequado em um hospital particular.

A Anvisa será responsável pela vigilância do cumprimento das normas, podendo contar com apoio de órgãos estaduais e municipais, e a lei também se aplica a hospitais públicos. As diretrizes incluem segurança do paciente, equidade no atendimento e cumprimento das normas de saúde, mas ainda não há definição sobre os padrões de qualidade a serem implementados.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O presidente Lula sancionou na segunda-feira, 28, a lei 15.524/2026, que determina a criação da Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. De acordo com o texto, padrões de qualidade deverão ser fixados para hospitais e clínicas particulares pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O texto também prevê a divulgação periódica dos resultados de qualidade, bem como estabelece multas, que variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil, para instituições que não cumprirem os requisitos. Essas multas não impedirão que também ocorra responsabilização civil em caso de danos à saúde dos pacientes ou por descumprimento de normas de proteção ao consumidor e das normas expedidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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O projeto de lei foi apresentado em 2024 pelo então senador Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O filho dele, Marcelo Dino, morreu em 2012 aos 13 anos de idade após chegar a um hospital particular com crise de asma. Durante a assinatura do projeto de lei, Lula telefonou para Dino e disse que não queria sancionar sem antes falar com o ministro do Supremo.

Questionada pelo Estadão, a Anvisa não informou se os padrões de qualidade já estão definidos ou quando serão divulgados. A lei determina cinco diretrizes que deverão orientar a agência:

  1. Garantia da segurança do paciente, por meio da adoção de tratamentos efetivos, conforme comprovação científica, e de mecanismos necessários à prevenção e à recuperação de sua saúde;
  2. Disponibilização de recursos institucionais, assim considerados corpo técnico, estruturas e processos de cuidado, em quantitativo suficiente para atendimento célere dos pacientes evitando-se longas esperas e atrasos potencialmente danosos à saúde;
  3. Cuidado responsivo e centrado no paciente;
  4. Equidade, vedadas distinções de tratamento, especialmente em virtude de sexo, religião, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica;
  5. Cumprimento efetivo das normas expedidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A lei também estabelece que a vigilância do cumprimento das regras particulares deverá ser feita pela própria Anvisa, podendo contar com auxílio de órgãos estaduais e municipais, e que hospitais públicos também ficarão sujeitos às normas que foram determinadas e às avaliações da agência.

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