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Canetas emagrecedoras no SUS: governo projeta gasto de R$ 1,5 bilhão ao ano

Ministro da Saúde disse em nota que a produção nacional de canetas pode reduzir preços de aquisição em até 90% em relação aos valores atuais

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

29/09/2026 | 08h00

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Número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de 400 mil para 750 mil por mês - AdobeStock
Número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de 400 mil para 750 mil por mês
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O governo federal anunciou um orçamento de R$ 1,5 bilhão por ano para oferecer canetas para controle de obesidade gratuitamente no SUS, visando ampliar o acesso a esse tratamento para a população.

O uso de canetas emagrecedoras cresceu significativamente no Brasil, com o número de usuários passando de 400 mil para mais de 750 mil por mês, e o governo espera uma redução de 80% a 90% nos preços de aquisição devido à produção nacional.

O Ministério da Saúde solicitou a avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS para a inclusão desses medicamentos, destacando que sua utilização pode reduzir custos com cirurgias e internações relacionadas a doenças associadas à obesidade.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Após anúncios recentes de que pretende incorporar as canetas para controle de obesidade no Sistemas Único de Saúde (SUS), o governo federal anunciou ontem, 28, que projeta um orçamento de R$ 1,5 bilhão ao ano para oferecer os medicamentos gratuitamente a população de forma ampla.

Segundo nota divulgada pelo Ministério da Saúde, o governo trabalha com a possibilidade de redução de 80% a 90% nos preços de aquisição pelo SUS, a partir da escala do sistema público e da garantia de produção nacional.

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“Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no País. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no comunicado.

A partir de um chamamento realizado em 2025 pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para estimular a entrada de novos fabricantes, 16 novos produtos foram registrados este ano, incluindo genéricos e similares. Ao menos quatro deles são produzidos no Brasil.

A empresa Novo Nordisk, por exemplo, que produz o Ozempic e o Wegovy, anunciou que ofecereceu ao SUS um desconto de 59% sobre o preço dos produtos. Nesse caso, porém, a semaglutida, princípio ativo dos dois remédios, ainda não é fabricada no Brasil pela companhia, mas há uma expansão em andamento para a produção na fábrica de Montes Claros (MG) para ativos de GLP-1, com conclusão das obras previsatas para 2028. 

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Uso de canetas cresce no Brasil

Segundo dados da Anvisa, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês. "Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço", destacou o ministro.

A partir dos resultados, a pasta apresentou esta semana um pedido de avaliação desse tipo de medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável pela incorporação de novas tecnologias no SUS.

"Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, finalizou Padilha.

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