O que é desconforto térmico e por que apresenta perigo para o corpo
Foto: Envato Elements
Por Joyce Canele
redacao@viva.com.brSão Paulo, 30/12/2025 - Durante períodos de calor intenso, cada vez mais frequentes, o corpo humano passa a enfrentar um risco pouco visível, mas potencialmente grave, o desconforto térmico.
O problema surge quando o organismo encontra dificuldades para dissipar o calor acumulado, situação comum em dias de temperaturas elevadas, longos períodos de exposição ao calor e esforço físico contínuo.
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Esse cenário, segundo uma pesquisa publicada no Open Edition Journals, tem se tornado mais comum em meio a ondas de calor prolongadas, que afetam a rotina, a saúde e o desempenho físico e mental das pessoas.
O que é desconforto térmico?
O desconforto térmico ocorre quando o corpo perde a capacidade de manter sua temperatura interna em uma faixa considerada segura e confortável, próxima de 37 °C.
O organismo humano funciona como um sistema de equilíbrio, produzindo calor naturalmente e eliminando esse excesso por meio do suor, da respiração e da troca de calor com o ambiente.
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Em condições normais, esse mecanismo mantém o corpo estável. Em ambientes muito quentes ou úmidos, no entanto, o sistema começa a falhar, e o calor passa a se acumular internamente.
Quando o corpo entra em risco?
Quando esse equilíbrio é rompido, surgem sinais claros de alerta, como sensação intensa de calor, cansaço excessivo, aumento da frequência cardíaca e queda do rendimento físico e mental.
Mesmo pequenas elevações da temperatura corporal já são suficientes para afetar a atenção, o raciocínio e a coordenação motora.
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O aumento da temperatura interna não é apenas desconfortável. Ele representa um risco fisiológico real. Temperaturas corporais acima de 37,5 °C indicam um quadro de desconforto térmico relevante. Ao ultrapassar 38 °C, o organismo entra em uma zona considerada perigosa, com risco de estresse térmico.
O esforço do organismo para se proteger
Diante do excesso de calor, o corpo tenta reagir, o coração acelera para aumentar a circulação sanguínea, a sudorese se intensifica e a necessidade de hidratação cresce rapidamente. Esses mecanismos são essenciais para tentar resfriar o organismo.
Quando essa resposta não é suficiente, o risco aumenta, a perda excessiva de líquidos pode levar à desidratação, à exaustão pelo calor e, em situações mais graves, ao colapso térmico, condição que exige atenção médica imediata.
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O desconforto térmico vai além do mal-estar momentâneo, ele compromete a capacidade física, eleva o risco de falhas de atenção e favorece o surgimento de problemas de saúde, sobretudo quando a exposição ao calor é frequente ou prolongada.
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