SP tem 14º caso de sarampo em 2026; vacina é indicada até os 59 anos
Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde
São Paulo - O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo confirmou mais um caso de sarampo na capital, elevando para 14 o total de registros no Estado em 2026. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) reforçou a importância da vacinação e manteve a recomendação da dose zero da tríplice viral para bebês que vivem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
O novo caso confirmado é de um menino com menos de um ano de idade que não havia sido vacinado contra o sarampo. Segundo a SES-SP, os registros deste ano envolvem tanto bebês de até 2 anos quanto adultos entre 20 e 50 anos, destacando a necessidade de imunização em diferentes faixas etárias.
A vacina é considerada a principal forma de prevenção contra o sarampo. A Secretaria orienta que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação das crianças e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde caso haja dúvidas sobre o esquema vacinal.
Leia também
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
A recomendação da dose zero vale para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Essa aplicação oferece uma proteção adicional diante do aumento do risco de circulação do vírus.
A dose zero não substitui o calendário de vacinação infantil. Após recebê-la, a criança deve tomar normalmente a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.
Confira a seguir quem deve estar com a vacinação em dia:
- Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias: dose zero nos municípios contemplados pela recomendação;
- Crianças de 12 meses: primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Crianças de 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela);
- Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;
- Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose da tríplice viral;
- Trabalhadores da saúde: duas doses tríplice viral, independentemente da idade.
Além da vacinação de rotina, a dose zero também pode ser indicada em ações de bloqueio vacinal para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação das autoridades de saúde.
Cobertura vacinal segue abaixo da meta
A Secretaria da Saúde informou que a cobertura vacinal contra o sarampo permanece abaixo do objetivo estabelecido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em 2026, a primeira dose da tríplice viral alcançou 77,5% de cobertura, enquanto a segunda chegou a 65,5%. A meta é atingir 95% nas duas doses para reduzir o risco de transmissão da doença.
A orientação é que qualquer pessoa com esquema vacinal incompleto procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação da caderneta e receber as doses indicadas.
"O Governo de São Paulo disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos da não vacinação", informou a pasta.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.