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SUS terá novo modelo de atendimento para idosos; veja o que muda

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Projeto busca preservar autonomia, mobilidade, saúde mental e dignidade dos pacientes - Adobe Stock
Projeto busca preservar autonomia, mobilidade, saúde mental e dignidade dos pacientes
Por Emanuele Almeida

27/07/2026 | 16h34

São Paulo - O Institute for Healthcare Improvement (IHI) em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) vai implementar abordagens baseadas nos Age-Friendly Health Systems ou Sistemas de Saúde Amigáveis às Pessoas Idosas no Sistema Único de Saúde (SUS) no decorrer de 2026 e 2027. 

O programa visa adaptar o atendimento do setor de saúde ao envelhecimento da população e foi anunciado nesta segunda-feira, 27. O evento foi realizado em paralelo ao 11º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança em Saúde, promovido pelo Hospital Albert Eistein, parceiro do IHI.

Durante o evento, mais de 50 lideranças locais, nacionais e internacionais participaram do encontro, para discutir abordagens baseadas em evidências para apoiar pessoas idosas e suas comunidades.

O que é o projeto?

Os Sistemas de Saúde Amigáveis às Pessoas Idosas são provenientes do programa Integrated Care for Older People (ICOPE), modelo idealizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esses sistemas são focados em preservar a funcionalidade, a autonomia e a dignidade do paciente com 60 anos em sistemas de saúde público ou privado, prezando a atenção integrada centrada na pessoa.

Eles baseiam-se em 4 pilares para estabelecer uma base ao atendimento:

  • O que importa para a pessoa idosa;
  • Medicação;
  • Estado mental;
  • Mobilidade.

Na prática, o projeto visa estabelecer uma abordagem mais empática, com qualidade e mais bem direcionada para a pessoa idosa dentro dos sistemas públicos e privados de saúde, desde a entrada do paciente, até o acompanhamento pós hospitalização, exames e consultas. 

Atendimento ao idoso no Brasil

O líder da IHI para a América Latina, Paulo Borem, reforça que o Brasil ainda não está preparado para o atendimento voltado ao idoso no Brasil. Ele elenca os gargalos presentes no suporte a esse público, tanto no sistema público quanto no privado:

  • Comunicação;
  • Uso de tecnologias sem a educação necessária;
  • Escuta ativa.  
Paulo é um homem baixo, usa óculos e está na frente de um banner
Brasil ainda não está preparado para atendimento voltado ao idoso, diz Paulo Borem | Foto: Emanuele Almeida/VIVA

O líder da IHI afirma ainda que o Brasil é um dos países que envelhece mais rapidamente dentro da América Latina, o que torna a adesão do sistema amigável à pessoa idosa uma necessidade urgente - principalmente tendo em vista que cerca de 75% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente do SUS para obter atendimento médico.

O consultor do Conass, Edgar Nunes, destacou durante o evento sobre a inserção de novas tecnologias no atendimento, principalmente no setor privado e como isso impacta a experiência do idoso. "O setor privado vai sofrer mais, por conta do uso excessivo de tecnologias que não facilitam o atendimento ao idoso, principalmente quando a gente fala na entrada de paciente na urgência e emergência". 

Como vai funcionar a parceria com SUS

O projeto-piloto é uma parceria com o Conass, órgão que congrega todos os secretários estaduais de saúde, e começará pelas cidades do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Ceará e um Uberlândia (MG).

O projeto começa a partir de treinamentos das equipes que aplicarão as abordagens do Sistemas de Saúde Amigáveis às Pessoas Idosas. As indicações dos serviços varia desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até o âmbito hospitalar. 

Durante o ano de 2027 nós vamos acompanhar os resultados dos atendimentos e espera-se que seja expandido para os outros estados do País gradualmente", acrescenta Borem. 

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