Xuxa revela alopecia e transplante capilar: entenda o que é e como funciona
Divulgação
São Paulo - A apresentadora Xuxa Meneghel voltou a falar publicamente sobre o transplante capilar realizado após enfrentar alopecia androgenética. Durante a inauguração da primeira loja física da marca Mondepars, criada por sua filha Sasha Meneghel, no Rio de Janeiro, Xuxa afirmou que está satisfeita com o resultado do procedimento.
Segundo a artista, a queda de cabelo começou a afetar diretamente sua autoestima, principalmente ao perceber falhas aparentes no couro cabeludo em fotos do dia a dia. “Me fazia muito mal. Eu tirava foto e via uns buracos”, contou em entrevista à imprensa.
Leia também: Queda de cabelo: Quando a perda de fios é um sinal de alerta?
Pouco mais de um ano após a cirurgia, Xuxa disse que ainda possui poucos fios, mas comemorou o fim das falhas visíveis. “Não dá pra jogar o cabelo para um lado e para o outro, mas estou feliz”, afirmou.
Apesar do resultado positivo do transplante capilar, Xuxa afirmou que pretende manter o visual de cabelo curto, marca registrada dos últimos anos.
Para a apresentadora, o estilo combina mais com sua fase atual e com a estrutura natural dos fios. Ela também descartou o uso de mega hair ou apliques para aumentar o volume capilar. “Eu gosto do meu pouquinho de cabelo assim”, declarou.
Condição genética
A apresentadora já havia contado anteriormente que sofre de alopecia androgenética, condição genética responsável pela perda progressiva dos fios. Segundo Xuxa, o problema foi herdado da mãe e se intensificou ao longo dos anos.
Ela também explicou que o quadro piorou após realizar reposição hormonal com testosterona, tratamento que contribuiu para aumentar a queda capilar.
Mesmo diante do diagnóstico, Xuxa afirmou que decidiu lidar com o assunto de forma transparente e sem esconder a condição.
Leia também: Nem tudo é hereditário: veja 3 motivos surpreendentes por trás da calvície
Técnica usada foi FUE No-Shaving
O transplante capilar de Xuxa foi realizado com a técnica FUE No-Shaving, procedimento que permite o implante dos fios sem a necessidade de raspar completamente o cabelo.
A cirurgia foi conduzida pelo médico Thiago Bianco Leal, apontado como um dos profissionais que utilizam o método no Brasil.
A técnica FUE, sigla para Follicular Unit Extraction, consiste na retirada individual dos folículos da área doadora para implantação nas regiões com menor densidade capilar. Diferentemente de métodos mais antigos, o procedimento não deixa cicatrizes lineares.
No caso do método No-Shaving, os fios são implantados mantendo o comprimento original, permitindo uma recuperação mais discreta no pós-operatório.
Leia também: Entenda o que é alopecia, condição de Gretchen e Maiara, dupla de Maraísa
Segundo o cirurgião, é comum que os fios implantados caiam nas semanas seguintes ao procedimento. Depois desse período, novos cabelos começam a crescer de forma definitiva.
“Esse fenômeno é esperado e temporário, pois os folículos permanecem vivos. Após essa fase de adaptação, os novos fios começam a crescer de maneira definitiva. É fundamental que o paciente compreenda essa etapa do processo para manter expectativas realistas. A estrutura do folículo é preservada, assegurando um crescimento capilar saudável e duradouro”, explica o cirurgião Thiago Bianco Leal.
Transplante capilar feminino cresce no Brasil
O caso de Xuxa também chama atenção para o aumento da procura por transplante capilar feminino. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 50% das mulheres enfrentam algum grau de calvície ao longo da vida.
Leia também: Conheça tratamento de câncer que chegará ao SUS e não causa queda de cabelo
A alopecia androgenética feminina está entre as principais causas da perda capilar em mulheres. A condição provoca afinamento progressivo dos fios devido à ação hormonal nos folículos capilares.
"A queda capilar feminina tem aumentado e impactado diretamente a autoconfiança das pacientes. Felizmente, hoje, contamos com técnicas avançadas, como o FUE No-Shaving, que permitem um transplante discreto e com resultados naturais", afirma Leal.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
