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Seleção terá três mudanças contra o Egito; veja o que Ancelotti quer testar

Divulgação / CBF

Igor Thiago será titular no amistoso do Brasil com o Egito neste sábado - Divulgação / CBF
Igor Thiago será titular no amistoso do Brasil com o Egito neste sábado
Por Robson Morelli

05/06/2026 | 16h48

São Paulo - Ancelotti vai mudar três jogadores para o amistoso deste sábado, contra o Egito, em Cleveland. O jogo será às 19h, de Brasília. É o último teste antes da Copa. Há ainda a possibilidade de Gabriel Magalhães entrar no segundo tempo ou nem jogar. Ele faria dupla de zaga com Marquinhos, mas pediu mais tempo para se recuperar do cansaço da temporada na Europa. Sua vaga deve permanecer com Léo Pereira. 

Portanto, a seleção brasileira no último amistoso antes da Copa do Mundo não será a mesma que goleou o Panamá no Maracanã por 6 a 2, domingo passado. Essa talvez seja a principal mensagem de Carlo Ancelotti a uma semana da estreia do time contra Marrocos, dia 13.

O treinador italiano decidiu mexer em três posições para mostrar, na prática, como pretende conduzir o Brasil ao longo do torneio nos Estados Unidos. Entram Lucas Paquetá, Igor Thiago e Douglas Santos nos lugares de Luiz Henrique, Matheus Pereira e Alex Sandro. Ancelotti usa o amistoso para testar jogadores, o que ele não conseguiu fazer nas Eliminatórias. Ele busca equilíbrio, observação e alternativas. Mas ele foi direto ao afirmar nesta sexta-feira que não vai mudar as características do Brasil em função dos adversários.

Desde que assumiu a seleção, o técnico italiano também deixou claro que não pretende trabalhar com uma equipe engessada. Diferentemente do futebol de clubes, onde há meses para consolidar uma formação, a Copa do Mundo exige capacidade de adaptação. São poucos jogos (oito até a final) e pouco tempo para corrigir erros. Por isso, o amistoso contra o Egito virou uma espécie de laboratório final antes de enfrentar o Marrocos. O técnico sabe disso.

Como Paquetá pode ajudar a seleção?

A entrada de Lucas Paquetá é a mudança mais significativa porque ela fortalece o setor de meio de campo, onde havia apenas Casemiro e Bruno Guimarães. Agora são três atletas. Paquetá oferece uma condição melhor no setor central, algo que Ancelotti tem buscado desde os primeiros treinamentos nos Estados Unidos. Ele é técnico e pode cadenciar o jogo, assim como organizar a transição das jogadas.

Contra adversários mais fortes na Copa, a tendência é que a seleção brasileira precise de mais controle e intensidade no meio de campo. Paquetá, na visão do treinador, surge como uma opção importante para a missão. O meia Danilo tem mais fôlego e correria, mas menos técnica para armar e segurar a bola. Em outras Copas, essa função era de Neymar. Mas para Ancelotti, Neymar é atacante e disputa vaga com Vini Jr. e Raphinha.

No ataque, o treinador quer ver um pouco mais de Igor Thiago. O atacante de 22 gols na Premier League na temporada, terá a chance de ocupar um espaço que ainda parece aberto na equipe. Enquanto Vini Jr. e Raphinha são considerados peças praticamente intocáveis, outras funções ofensivas seguem em disputa. O amistoso pode representar um passo importante para suas pretensões dentro da Copa. O garoto Endrick é outra opção de "camisa 9"

Mas são jogadores diferentes, com características diferentes. O Igor Thiago é inteligente e forte na área", disse o técnico.

 A escolha de Douglas Santos contra o Egito se dá para ampliar as possibilidades pelos lados do campo. Ancelotti avalia as melhores combinações para o sistema defensivo e quer entender quais jogadores conseguem responder melhor às diferentes exigências de uma Copa. Uma condição até agora da seleção é que não se espera que ela ataque com os laterais, como já aconteceu em outros Mundiais, com Cafu e Roberto Carlos, por exemplo.

Ancelotti não vai ter uma seleção engessada

O fato é que as mudanças de Ancelotti reforçam uma impressão que cresce dentro do grupo: não existe um time fechado. O próprio treinador fez questão de dizer que poderá alterar a formação de uma partida para outra. A avaliação dos 26 convocados continua aberta, e até jogadores que ainda não estão disponíveis, como Neymar, seguem sendo observados.

A única certeza é no esquema de jogo. Ancelotti confirmou que o Brasil será organizado no 4-4-2 quando estiver sem a bola. É a base tática que ele escolheu para dar equilíbrio ao time. Com a posse, a movimentação dos atletas pode transformar o desenho, mas a estrutura defensiva está definida.

Estou convencido de que tenho uma lista forte de 26 jogadores e quero treinar e aproveitar essa lista."

A poucos dias da estreia na Copa, o amistoso contra o Egito vale mais do que um simples resultado. É a última oportunidade para atletas ganharem espaço e "confundir" a cabeça do treinador. Se há algo que o italiano já deixou claro, é que nesta seleção ninguém tem vaga garantida pelo nome.

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