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Celular Seguro: entenda a nova etapa do programa e como achar o IMEI

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Nova fase do Programa Celular Seguro busca ampliar o combate ao roubo, furto e comércio ilegal de celulares - Envato
Nova fase do Programa Celular Seguro busca ampliar o combate ao roubo, furto e comércio ilegal de celulares
Por Alexandre Barreto

24/06/2026 | 12h21

São Paulo - O governo federal lançou uma nova fase do Programa Celular Seguro para ampliar o combate ao roubo, furto e comércio ilegal de celulares. A iniciativa cria mecanismos para recuperar aparelhos roubados, dificultar a receptação e proteger os dados digitais dos usuários.

Além de permitir o bloqueio dos aparelhos, o programa passa a atuar diretamente para localizar dispositivos em circulação e combater o mercado que alimenta esse tipo de crime.

O que muda no Celular Seguro

Até agora, o principal foco do programa era permitir que vítimas bloqueassem rapidamente seus celulares após um roubo ou furto. Com a nova fase, o sistema passa a monitorar aparelhos com registro de ocorrência por meio do chamado Modo Recuperação.

Nesse modelo, o celular não é bloqueado imediatamente. O número IMEI permanece ativo e pode ser identificado caso uma nova linha telefônica seja habilitada no aparelho. Quando isso acontecer, o sistema poderá detectar a utilização do dispositivo e iniciar procedimentos para sua recuperação.

Como funciona o Modo Recuperação

O Modo Recuperação utiliza a integração entre bases de dados do governo, operadoras de telefonia e órgãos de segurança pública.

Se um celular roubado ou furtado voltar a ser utilizado, o sistema poderá identificar o aparelho por meio do IMEI e notificar o usuário para regularizar a situação ou devolver o dispositivo. A medida busca interromper a circulação de celulares de origem ilegal e reduzir a demanda por aparelhos roubados.

O Banco Nacional de Celulares com Restrição reúne informações provenientes de diferentes sistemas públicos e privados. Entre as bases integradas estão:

  • Programa Celular Seguro;
  • Boletins de ocorrência das Polícias Civis;
  • Operadoras de telefonia;
  • Sistemas nacionais de segurança pública;
  • Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI);
  • Dados da Anatel;
  • Informações da ABR Telecom.

Nessa nova etapa, o banco já nasce integrado aos 26 Estados e ao Distrito Federal e conta inicialmente com mais de 2,9 milhões de aparelhos cadastrados para possível recuperação.

Consulta de IMEI antes da compra

Outra novidade é a criação de uma ferramenta pública que permitirá verificar se um celular usado possui alguma restrição antes da compra. A consulta poderá ser realizada pelo aplicativo ou portal do Celular Seguro utilizando o número IMEI do aparelho.

O sistema exibirá apenas dois resultados: sem Restrição e com restrição. Segundo o governo, a proposta é aumentar a segurança nas negociações de celulares usados e reduzir a compra involuntária de aparelhos roubados ou furtados.

O que é IMEI

IMEI é a sigla em inglês para Identidade Internacional de Equipamento Móvel. O código possui 15 dígitos e funciona como uma identificação única do celular, semelhante a um documento de identidade do aparelho. Ele é utilizado para:

  • Identificar o dispositivo nas redes móveis;
  • Registrar o equipamento;
  • Bloquear celulares roubados ou furtados;
  • Auxiliar na localização e recuperação dos aparelhos.

Como descobrir o IMEI do celular

O número IMEI pode ser encontrado de diferentes formas:

  • 1 - Pelo teclado do aparelho

Abra o aplicativo de chamadas e digite: *#06#. O código aparecerá automaticamente na tela.

  • 2 - Na embalagem

O IMEI costuma estar impresso na caixa original do aparelho.

  • 3 - Atrás da bateria

Em modelos com bateria removível, o código geralmente está localizado em uma etiqueta interna.

Por que o celular se tornou alvo de criminosos?

O celular deixou de ser apenas um equipamento de comunicação e, hoje, concentra informações pessoais e financeiras dos usuários. Entre os dados armazenados estão aplicativos bancários, documentos digitais, senhas, carteiras digitais, sistemas de autenticação e serviços públicos online.

Por isso, o governo aponta que o prejuízo de um roubo vai além da perda material do aparelho, envolvendo também riscos à identidade digital da vítima.

A recuperação dos aparelhos na nova etapa do Celular Seguro ficará sob responsabilidade das polícias Civis dos Estados, em cooperação com o governo federal dentro do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Em Estados como Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará, modelos semelhantes do programa já foram adotados, e milhares de celulares foram recuperados após ações de identificação.

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