Como a marca do ChatGPT está sendo usada para aplicar golpes? Entenda
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São Paulo - Golpes digitais de phishing, aqueles em que criminosos se passam por empresas confiáveis para roubar dados pessoais, chegaram ao ChatGPT, da OpenAI. Isso é o que aponta um novo relatório da Check Point Research (CPR) ao atestar que o chatbot figurou entre as marcas mais imitadas.
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Apesar da Microsoft ainda liderar a lista de empresas mais afetadas pelas campanhas de phishing, a pesquisa, referente ao segundo trimestre de 2026, revelou que agora as ferramentas de inteligência artificial passaram a integrar definitivamente o radar dos criminosos digitais.
Como o ChatGPT é usado para golpes?
O relatório aponta que, conforme as plataformas de IA gerenciam assinaturas e atividades de trabalho, entre outras ações, elas passam a se tornar alvos atrativos para golpes de phishing, por guardar informações pessoais dos usuários.
O material destaca diferentes técnicas de phishing de marca identificadas no período, incluindo:
- Falsos avisos de falha em pagamentos;
- Lojas virtuais clonadas;
- Páginas fraudulentas de login;
- Malwares (vírus) disfarçados de atualizações de software.
Uma das campanhas imitava o ChatGPT Plus por meio de um e-mail falso informando falha no pagamento da assinatura. A mensagem direcionava as vítimas para uma página criada para roubar dados completos de cartões de crédito.
Por que é difícil identificar phishing?
A pesquisa analisa que o phishing de marca funciona e é difícil de se identificar por transferir a confiança que os usuários depositam em organizações conhecidas e marcas consolidadas para mensagens ou sites fraudulentos.
Nos casos analisados durante o segundo trimestre de 2026, os cibercriminosos recorreram a estratégias para reduzir a desconfiança das vítimas e induzi-las a agir rapidamente como:
- Senso de urgência;
- Identidade visual altamente fiel às marcas;
- Domínios (links) semelhantes aos originais;
- Botões quebrados;
- Pequenas imperfeições visuais .
A IA generativa também está alterando a dinâmica desse tipo de ataque ao permitir que cibercriminosos produzam e-mails e sites fraudulentos mais convincentes em larga escala, aumentando tanto o volume quanto o grau de sofisticação das campanhas.
Com a redução das barreiras para criar páginas falsas, mensagens e experiências digitais cada vez mais realistas, o phishing de marca tende a se tornar mais difícil de detectar e mais fácil de escalar. A confiança dos usuários tornou-se o principal alvo dos cibercriminosos, e a pesquisa sugere que as empresas devem se preparar para uma evolução contínua desses ataques, tanto em volume quanto em sofisticação.
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