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E-commerce sofreu mais 368 mil tentativas de fraude no 1º trimestre

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Tíquete médio das tentativas de fraude chegou a R$ 917,52 - Adobe Stock
Tíquete médio das tentativas de fraude chegou a R$ 917,52
Por Broadcast

18/06/2026 | 12h31

São Paulo - O comércio eletrônico brasileiro registrou mais de 368 mil tentativas de fraude no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do novo Mapa da Fraude da Serasa Experian. O tíquete médio das tentativas chegou a R$ 917,52, 62% acima do valor médio dos pedidos legítimos.

Segundo os coordenadores da pesquisa, o valor indica que os fraudadores não buscam apenas volume, mas também maior retorno financeiro por transação. Em relação ao total, quase uma a cada 100 transações foi considerada um ocorrência de possível fraude.

A categoria de produtos de beleza liderou as tentativas de fraude no e-commerce, com 33,7 mil ocorrências, seguida por calçados (29,4 mil) e saúde (18,9 mil). A presença do segmento de saúde no ranking reflete, em parte, a popularização de produtos como canetas de uso terapêutico, que elevaram o valor médio dos itens na categoria e passaram a atrair a atenção dos criminosos. Já no recorte por produtos, celulares lideram.

Na camada de cadastro e validação de identidade, a Serasa Experian identificou 1,495 milhão de tentativas de fraude no período, alta de 36,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O ritmo equivale a cerca de uma tentativa a cada 5 segundos e, caso não fosse contido, poderia gerar prejuízos de até R$ 1,98 bilhão para consumidores e empresas, segundo a empresa.

O setor financeiro concentra a maior parte das ocorrências: seis a cada 10 tentativas foram registradas em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de serviços financeiros e de crédito. Em volume absoluto, Meios de Pagamento liderou com 644.586 tentativas, seguido por Telefonia (313.200) e Bancos e Cartões (259.160).

Grupos de fraude

Em cibersegurança, a Serasa Experian mapeou quase dois mil grupos dedicados à circulação e troca de conteúdo fraudulento no primeiro trimestre - avanço de 139% na comparação anual. Ao todo, foram identificadas 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes, média de 152 por minuto, além de 10.053 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 8,3% no período.

O crescimento dos grupos aponta para uma dinâmica mais organizada do crime digital, sustentada pelo avanço do chamado Fraud as a Service (fraude como serviço), modelo em que golpes e serviços especializados são comercializados para facilitar a atuação criminosa.

O levantamento também aponta como tendências o uso indevido de inteligência artificial generativa para tornar abordagens mais personalizadas e escaláveis, com combinações realistas de dados, áudios e imagens para dar credibilidade aos golpes.

(Por Aramis Merki II)

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