Jovens usam IA mas estão desconfiados, revela pesquisa da Ipsos
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São Paulo - As pessoas com menos de 35 anos são as que mais se sentem nervosas (52%) e entusiasmadas (56%) com o potencial da inteligência artificial (IA), segundo dados do Monitor de Inteligência Artificial (IA) da Ipsos 2026.
A pesquisa foi feita em 32 países pela plataforma Global Advisor, com 23.532 adultos. No Brasil, foram aproximadamente 1.000 entrevistados.
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Nacionalmente, 44% dos entrevistados com menos de 35 anos afirmam que produtos e serviços que utilizam a IA os deixam nervosos, e 60% acreditam que eles mudarão profundamente suas vidas nos próximos anos.
Globalmente, 66% das pessoas com menos de 35 anos, a maior média entre todas as faixas etárias pesquisadas, admite não confiar sempre nas ferramentas de IA, mas as utiliza mesmo assim. No Brasil, 39% concordam com a afirmação.
IA e desinformação
No que diz respeito à desinformação, o otimismo no Brasil é inverso. Apenas 31% dos entrevistados acreditam que a IA tornará a quantidade de desinformação na internet melhor, enquanto 37% acham que vai piorar.
Mesmo assim, os brasileiros são menos pessimistas do que a média global (45%) sobre o aumento da desinformação causado pela IA. Para a Líder de Curadoria e Tendências na Ipsos no Brasil, Luciana Obniski, o menor fatalismo reflete um país que enxerga mais benefícios do que malefícios na inovação.
O Brasil está amadurecendo sua visão sobre a IA. O otimismo inicial deu lugar a um pragmatismo cauteloso."
Por outro lado, o medo de efeitos colaterais que envolvem desemprego permanece no País. Acima da média global, 42% dos brasileiros acreditam que é provável que a IA substitua seu emprego nos próximos 5 anos, um sentimento que é mais forte do que a média internacional de 35%.
O estudo sugere que vivemos um paradoxo no mercado de trabalho brasileiro em relação à IA. Por um lado, já passamos da fase do 'hype' para a utilidade real: quase 60% dos nossos trabalhadores afirmam que a IA já está economizando tempo no dia a dia, explica Obniski.
“Por outro lado, o fantasma da substituição de empregos é significativamente mais forte aqui do que no resto do mundo. Isso aponta que o brasileiro abraçou a eficiência da ferramenta, mas ainda exige clareza sobre o seu lugar no futuro do trabalho", completa.
*Estagiário sob supervisão de Claudio Marques
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