Como redes sociais vão atuar com TSE no combate à desinformação nas eleições
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São Paulo - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou diversos acordos com redes sociais buscando enfrentar a desinformação nas eleições deste ano. As iniciativas integram o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral que incluem normas de orientação ao eleitor, capacitação e contenção de conteúdos potencialmente irregulares.
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O TSE buscou a maioria das redes sociais e plataformas no Brasil:
Google Brasil
O Google se comprometeu a selecionar e destacar uma coleção de aplicativos com conteúdo cívico na Google Play Store, incluindo os aplicativos oficiais do TSE. Além disso, a plataforma desenvolverá uma página dedicada, em português, com dados e tendências de pesquisas da Busca do Google relacionadas ao pleito, com lançamento previsto para agosto de 2026.
A plataforma realizará também treinamentos para as equipes do TSE, TREs e magistrados sobre as medidas de combate à desinformação da plataforma e suas políticas e termos de uso. As sessões incluirão workshops online e contarão com o auxílio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE/TSE).
Meta
A Meta engloba redes sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads. O acordo estabelece que:
- Facebook e Instagram: vão implementar de uma ferramenta para divulgar mensagens relevantes do TSE diretamente aos usuários brasileiros. Assim com disponibilizar recursos para consulta de anúncios sobre temas sociais e políticos, permitindo transparência sobre gastos, alcance e financiadores nos últimos sete anos;
- WhatsApp: o TSE terá acesso à Business API do WhatsApp para se comunicar de forma direta com os eleitores. O app de mensagens permitirá o encaminhamento de denúncias específicas sobre contas suspeitas de realizar disparos em massa de conteúdo eleitoral;
- Threads: vai ser integrado ao monitoramento e contenção de desinformação, com canais específicos para análise de denúncias via Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE).
TikTok
O acordo com o TikTok firmou que a rede social estabelecerá uma página centralizadora de conteúdos educativos sobre o funcionamento do processo eletrônico de votação e serviõs ao eleitor.
Outra ação será a criação de uma etiqueta em conteúdos pertinentes que, ao ser clicada, redirecionará o usuário automaticamente para o Centro de Informações oficial.
O TikTok também promoverá workshops online e capacitações sob supervisão da EJE/TSE para equipes do tribunal e magistrados. Os tópicos incluem medidas de combate à desinformação, termos de uso e as informações necessárias para que a plataforma consiga cumprir ordens judiciais de forma eficaz.
Kwai
Para essa rede social, foi acordada a criação de uma página interna centralizando as informações educativas sobre o sistema eleitoral, que poderá ser acessada pelos usuários por meio de palavras-chave em buscas dentro da plataforma.
A rede realizará treinamentos específicos para as equipes do TSE e dos TREs sobre o uso da ferramenta Legal and Escalation Reporting Tool (LERT), visando tornar o acompanhamento de denúncias mais ágil.
X
O acordo firmado com o X estalece que a plataforma vai utilizar o recurso "Notas da Comunidade" deverá permitir a inclusão de "comentários de contexto" às postagens para ajudar os usuários a se manterem bem informados durante o pleito.
Além disso, a rede sociais também implementará avisos automáticos na página inicial e nos resultados de pesquisa para direcionar os usuários a informações oficiais do perfil do TSE.
A plataforma também vai realizar treinamentos com as equipes do TSE e TREs sobre as regras e políticas da plataforma, incluindo como o X identifica e toma medidas contra contas violadoras e como a Justiça Eleitoral pode utilizar os canais para ordens judiciais.
O memorando que atesta o acordo do TSE com o LinkedIn estabelece que a plataforma, através do "LinkedIn Notícias" vai fornecer informações verdadeiras e de qualidade sobre o processo eleitoral, com curadoria feita por seu time editorial. O acordo prevê também a remoção de conteúdos maliciosos identificados, como contas falsas e comportamento inautêntico coordenado.
Em relação a treinamentos, o LinkedIn vai treinar as equipes para a criação de conteúdos sobre o processo eleitoral e as Eleições 2026 que sejam adequados ao formato da rede social.
Telegram
O Telegram manterá o canal oficial do TSE como verificado para garantir a autenticidade das comunicações da Justiça Eleitoral. Além disso, a aplicativo de mensagens também disponibilizará sua API e aconselhamento técnico para que o TSE possa operar um Bot oficial com interações avançadas, como o envio de comunicados personalizados por região.
A plataforma vai treinar os membros do TSE para esclarecer o funcionamento da plataforma e detalhar os mecanismos adotados pela empresa para o combate à desinformação.
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