Republicanos diz que Cleitinho não disputará o governo de Minas
Foto: Ton Molina/Agência Senado
São Paulo - O republicanos divulgou nesta quarta-feira (29), uma nota afirmando que as sucessivas hesitações e os "sinais contraditórios" do parlamentar inviabilizaram sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Segundo a legenda, apesar de toda a estrutura e viabilidade política oferecidas, Cleitinho nunca assumiu formalmente o compromisso de encabeçar a chapa majoritária no Estado.
De acordo com o comunicado, o motivo da decisão teria sido a ausência do senador na convenção estadual do partido, realizada em 25 de julho.
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A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral”.
O republicanos segue afirmando que trabalhou duro pela candidatura, mas que faltou ao senador "a decisão inequívoca de ser candidato de si mesmo".
A desistência do apoio partidário acontece de forma curiosa, já que Cleitinho aparece nas pesquisas de intenção de voto figurando entre os favoritos. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na terça-feira (28) colocou o senador na liderança isolada da disputa pelo governo mineiro. Nos três cenários estimulados em que aparece, ele registra entre 34% e 35% das intenções de voto, abrindo vantagem de 22 a 23 pontos percentuais sobre os demais concorrentes.
Atrás dele aparecem Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e o governador Mateus Simões (PSD), separados por até seis pontos percentuais entre si, dentro da margem de erro de três pontos.
Procurado pela reportagem do VIVA, o senador ainda não se pronunciou sobre o posicionamento do partido.
Regra eleitoral
Embora senadores possam mudar de partido sem depender da janela partidária, a legislação eleitoral exige que candidatos estejam filiados à legenda pela qual pretendem concorrer até seis meses antes da eleição. Em 2026, esse prazo terminou em 4 de abril.
Nesse contexto, uma eventual candidatura de Cleitinho ao governo de Minas teria de ocorrer pelo partido ao qual ele estava filiado na data-limite estabelecida pela Justiça Eleitoral, isto é, o Republicanos.
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