CONFIRA

Golpes por telefone: millennials são os mais vulneráveis, revela pesquisa

Apesar de se considerarem a geração mais digital, muitos millennials ainda falham em checar a autenticidade de ligações e contatos virtuais

Por Beatriz Duranzi

25/08/2025 | 10h56

Foto: Envato Elements

Não verificar a veracidade das ligações aumenta os riscos de golpes - Foto: Envato Elements
Não verificar a veracidade das ligações aumenta os riscos de golpes
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São Paulo, 25/08/2025 - Os millennials, nascidos entre 1981 e 1996 e já familiarizados com a internet e as redes sociais desde cedo, tendem a se perceber como a geração mais apta a lidar com tecnologia.

No entanto, uma pesquisa recente da Kaspersky revela uma contradição preocupante: 70% deles admitem que só verificam ocasionalmente a veracidade de ligações recebidas, mesmo diante do aumento de golpes virtuais.

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Entre confiança e ingenuidade digital

Segundo o relatório Reality Check, a maioria dos millennials acredita ter mais conhecimento digital do que outros membros de suas famílias. Mas essa autoconfiança nem sempre se traduz em segurança. 

O estudo mostra que 64% já se depararam com pessoas online que distorceram suas identidades e 14% confessaram já ter usado nomes falsos ou criado perfis fictícios nas redes sociais.

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Especialistas alertam que esse comportamento revela um risco: ao confiar apenas na própria experiência digital, muitos acabam subestimando a possibilidade de manipulação virtual. 

Golpistas e pessoas com perfis narcisistas ou até traços de psicopatia exploram justamente essa confiança, utilizando estratégias como o catfishing, quando alguém cria uma identidade falsa para enganar.

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Impactos da falta de verificação

Essa postura já trouxe consequências negativas: 38% dos millennials relataram experiências ruins devido à perda de confiança em interações online, e 68% afirmam estar menos dispostos a criar laços virtuais por medo de serem enganados. 

Mesmo assim, 44% ainda dizem confiar nas informações compartilhadas em comunidades digitais.

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Para especialistas, esse paradoxo mostra que, embora os millennials sejam administradores digitais dentro das famílias, ainda carregam uma ingenuidade em relação à segurança online.

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Como se proteger no ambiente digital?

O estudo reforça que atitudes simples podem reduzir riscos e aumentar a proteção no dia a dia. Entre as principais recomendações estão:

  • Verificar identidades: fazer buscas reversas de imagens, checar informações em múltiplas fontes e priorizar videochamadas antes de confiar em alguém.
  • Cuidar de informações pessoais: limitar o que é compartilhado e ajustar configurações de privacidade.
  • Atenção à localização: evitar divulgar locais visitados com frequência e optar por marcações mais amplas ou genéricas.
  • Proteger dados de terceiros: pedir autorização antes de compartilhar informações que envolvam outras pessoas.
  • Manter-se atualizado: conhecer os golpes mais comuns e ficar atento a sinais de fraude.
  • Fortalecer senhas: usar combinações únicas e fortes em cada conta, evitando repetições.
  • Atualizar aplicativos e softwares: instalar correções de segurança e manter antivírus confiáveis ativos.

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Um papel de responsabilidade digital

De acordo com Marc Rivero, investigador da Kaspersky, os millennials não apenas devem cuidar da própria segurança, mas também têm a responsabilidade de orientar gerações mais novas e até familiares menos experientes com tecnologia. 

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“Os hábitos digitais que eles cultivam podem criar uma cultura de vigilância e responsabilidade no ambiente online”, explica.

Assim, embora se sintam donos do conhecimento digital, os millennials ainda precisam fortalecer sua postura crítica diante de ligações, contatos e informações compartilhadas. 

Afinal, em um cenário de golpes cada vez mais sofisticados, desconfiar pode ser a melhor forma de se proteger.

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