Nove em cada 10 paulistas já foram alvo de tentativas de golpes digitais
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30/01/2026 | 16h57 ● Atualizado | 16h59
São Paulo, 30/01/2026 - Mensagens suspeitas tornaram-se parte do cotidiano dos paulistas. Um estudo inédito da Fundação Seade aponta que 88% dos moradores do Estado de São Paulo, o equivalente a cerca de 30 milhões de pessoas, já foram alvo de tentativas de golpe por meios digitais.
As investidas ocorrem sobretudo por meio de mensagens, chamadas telefônicas, e-mails ou perfis em redes sociais, com pedidos de dados pessoais, ofertas falsas e solicitações de transferência via Pix.
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Mesmo presente em toda a população, as principais vítimas são de pessoas com ensino superior (93%), com idade entre 30 e 44 anos (91%) e 45 a 59 anos (92%) e de famílias com renda superior a dez salários mínimos (94%). Segundo o estudo, a porcentagem maior se dá graças à exposição.
Esse padrão é consistente com os níveis mais altos de usos das tecnologias de comunicação e informação (TICs) o que pode estar associado ao maior grau de exposição ao risco virtual", diz o estudo.
Golpes consumados
E não se trata apenas de tentativas. O levantamento revela que 40% da população afirmou já ter feito compras em lojas virtuais que simplesmente não existiam. Além disso, 24% disse ter sido vítimas de fraude ou clonagem de cartão bancário nos últimos 12 meses.
Somados ao transtorno, os golpes representaram também um prejuízo financeiro, pois mais de um terço dos entrevistados declarou ter perdido dinheiro com golpes digitais e não conseguiu recuperar o valor.
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Outro dado que chama atenção é o risco de golpes por pagamento eletrônico. Um em cada quatro moradores do Estado foi vítima de golpe ou tentativa de golpe por Pix, representando aproximadamente nove milhões de pessoas. A pesquisa identificou ainda que 15% da população já foi vítima de algum tipo de golpe em maquininha de cartão (em torno de 5 milhões de pessoas).
Desconfiança dos paulistas
A disseminação dos esquemas é percebido por quem vive em SP. Quase dois terços da população concorda que "hoje em dia é praticamente impossível se proteger de golpes on-line". Esta ideia é especialmente presente nos adultos acima dos 60 anos (68%) e com ensino até o fundamental (69%).
E a perspectiva geral é pessimista. 95% dos entrevistados acreditam que os golpes estão aumentando. Quanto ao preparo pessoal, mais de um terço (36%) se declarou nada confiante, enquanto apenas 12% se dizem muito confiantes de que não serão vítimas de fraudes virtuais.
Estagiário sob supervisão de Marcia Furlan
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