IBGE: dados do 1º trimestre mostram desemprego menor entre as pessoas 60+
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São Paulo - A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral traz dados que mostram que, por faixa etária, as pessoas com 60 anos ou mais registraram o menor desemprego no primeiro trimestre do ano: 2,5%.
Divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 14, ela aponta que o grupo de 14 a 17 anos registra o maior índice de desocupação: 25,1%.
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De acordo com o analista da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), William Kratochwill, essse quadro está relacionado ao fato de os jovens aceitarem mais trabalhos temporários, aqueles com menor estabilidade, para ingressar no mercado de trabalho.
Entre o público 60+, no entanto, muitos já tendem a deixar o mercado de trabalho, e há menor persistência em conseguir alguma ocupação, segundo o analista. Assim deixam de aparecer nas pesquisas entre os que buscam uma ocupação.
Pretos e brancos
A pesquisa também aponta que, no primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego das pessoas pretas foi de 7,6%, ficando acima da média nacional de 6,1%.
Em relação aos brancos a diferença é ainda maior: 55%, já que o índice de desemprego entre os brancos foi de 4,9%.
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A diferença também é superior ao mesmo período do ano passado, quando ficou em 50%, e do último trimestre do ano passado, quando chegou a 52,5%.
A maior diferença já apurada no desemprego entre pretos e brancos foi de 69,8%, no segundo trimestre de 2020, ano de eclosão da pandemia de covid-19.
A menor diferença já observada ocorreu no segundo trimestre de 2021, quando atingiu 43,6%. No início da série histórica, em 2012, o porcentual era de 44,8%.
Pardos e brancos
De acordo com a Pnad, entre as pessoas pardas, a desocupação está em 6,8%, isto é, 38,8% maior em relação aos brancos. A disparidade entre brancos e pardos tem variado desde o início da série histórica da Pnad. Quando o levantamento foi iniciado, a diferença era de 37,3%.
Ao longo tempo, a maior taxa de disparidade registrada foi de 50,84%, no terceiro trimestre de 2023. O menor nível, por sua vez, foi de 33,3% no segundo trimestre do ano passado. Já no comparativo mais imediato, que abrange o último trimestre de 2025, o desemprego dos pardos era 47,5% maior que o dos brancos.
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A disparidade no desemprego entre pretos, pardos e brancos tem raízes "estruturais", segundo Kratochwill.
Ele pondera que, para determinar as causas exatas dessa diferença entre os grupos, é necessário um estudo bem mais aprofundado, que leve em consideração diversas características e não apenas a identificação de cor ou raça.
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