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Polícia Federal troca comando de operação contra fraudes no INSS

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Um despacho administrativo apontou que essa nova estrutura seria a mais adequada para conduzir o caso - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Um despacho administrativo apontou que essa nova estrutura seria a mais adequada para conduzir o caso
Por Paula Bulka Durães

15/05/2026 | 17h12

São Paulo - A direção da Polícia Federal (PF) realizou mudanças na área responsável por investigar as fraudes nos descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no âmbito da Operação Sem Desconto.

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O caso, que estava em uma divisão de repressão a crimes previdenciários, foi transferido para a coordenação responsável por inquéritos de autoridades com foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF esclareceu, em nota ao Estadão, que, embora um novo delegado passe a coordenar o caso, o restante da equipe que já atuava na investigação foi mantido para não gerar prejuízos ao andamento dos trabalhos. 

O que é a Operação Sem Desconto?

A Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU), expôs uma fraude bilionária nos descontos associativos não autorizados na folha de pagamento do INSS.

Leia também: PF investiga possível fraude de R$ 112 milhões na Previdência de Cajamar

Entre 2019 e 2024, período que perpassa as gestões de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, instituições fraudulentas desviaram R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas em todo o território nacional, segundo estimativas da PF.

Quem são os principais suspeitos?

As investigações apontam para uma rede complexa que envolve empresários e agentes públicos:

  • Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS): empresário apontado como operador financeiro e um dos líderes do esquema;
  • Maurício Camisotti: empresário citado como um dos principais operadores financeiros ao lado de Antunes;
  • Alessandro Antônio Stefanutto: ex-presidente e ex-procurador-chefe do INSS, apontado como o facilitador institucional da fraude;
  • José Carlos Oliveira: ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, suspeito de autorizar repasses ilegais em troca de vantagens indevidas;
  • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho: ex-procurador federal do INSS, apontado como líder e beneficiário direto;
  • Thaísa Hoffmann Jonasson: esposa de Virgílio, apontada como gestora financeira do núcleo de lavagem de dinheiro;
  • Carlos Roberto Ferreira Lopes: presidente da associação Conafer, suspeito de ser o mentor intelectual da falsificação de assinaturas;
  • Weverton Rocha (PDT-MA): senador apontado pela PF como figura central no núcleo político da organização criminosa;
  • Entre outros.

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