IBGE: Há 103,6 milhões de brasileiros trabalhando; população ocupada é recorde
A população ocupada no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica, segundo o IBGE. O nível de ocupação também renovou recorde ao alcançar 59%
Por Broadcast
30/10/2026 | 10h32Adobe Stock
A população ocupada no Brasil alcançou 103,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, o maior número desde 2012, refletindo um crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior e 1,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.
O nível de ocupação atingiu 59%, e a taxa de desemprego caiu para 5,2%, mostrando uma recuperação no mercado de trabalho, especialmente no setor da construção civil, que registrou um aumento de 2,8% na ocupação.
Além da construção, setores como transporte e administração pública também apresentaram crescimento significativo, enquanto as demais atividades não mostraram variações relevantes, indicando uma recuperação desigual entre os setores.
Rio, 30/10/2026 - A população ocupada no Brasil atingiu 103,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o trimestre anterior, o total de ocupados avançou 0,6%, o equivalente a mais 581 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 1,2%, com acréscimo de 1,2 milhão de trabalhadores.
O nível de ocupação, proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, também renovou recorde ao alcançar 59%. O indicador subiu 0,2 ponto porcentual frente ao trimestre anterior (58,8%) e ficou estável em relação ao mesmo trimestre do ano passado (58,7%).
O desemprego chegou a 5,2% no trimestre encerrado em setembro. A taxa de desocupação caiu 0,2 ponto porcentual frente ao trimestre terminado em junho (5,4%) e recuou 0,4 p.p. ante o trimestre de julho a setembro de 2025 (5,6%).
Período eleitoral
O terceiro trimestre é historicamente marcado por um aquecimento do mercado de trabalho. Desta vez, o ritmo de crescimento da ocupação até setembro pode ter sido influenciado por fatores externos, como as eleições, afirmou o analista do IBGE, William Kratochwill.
Segundo Kratochwill, a redução da taxa de desempprego no terceiro trimestre é um movimento que acontece anualmente, com aumento da ocupação e diminuição da desocupação, em preparação para as atividades econômicas de fim de ano. As exceções foram os anos de 2015 e 2016, devido à crise econômica, e 2020, pela pandemia.
Para Kratochwill, o resultado pode representar um reflexo do período eleitoral sobre a decisão de agentes econômicos. "Foi um período eleitoral com bastante rivalidade entre os concorrentes e com propostas distintas para a economia e isso pode influenciar as decisões dos agentes, como aguardar um pouco mais sobre o que vai ser feito", acrescentou.
Questionado sobre a influência de fatores macroeconômicos, como a taxa de juros e o alto endividamento da população, o analista ponderou que os juros estão elevados no País há algum tempo.
E ainda assim (juros altos) nós temos redução da taxa de desocupação e crescimento do contingente de ocupados. Isso vem se mostrando trimestralmente.
William Kratochwill, analista do IBGE
Com o resultado de setembro, o país tem 5,6 milhões de desocupados no terceiro trimestre, queda de 4,0% (menos 234 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).
A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série iniciada em 2012, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil pessoas) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão de pessoas).
Construção civil em destaque
A Construção foi a única atividade com aumento significativo da ocupação no trimestre encerrado em setembro, na comparação com o período de abril a junho. O setor avançou 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas. Nas demais atividades, o instituto não identificou variação significativa no período.
No recorte anual, frente ao trimestre de julho a setembro de 2025, houve aumento da ocupação em Transporte, armazenagem e correio, com alta de 6,9% e mais 411 mil pessoas, e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com alta de 2,1% e mais 400 mil. Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
(Por Paula Martini)
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