CONFIRA

Lula defende diploma universitário e define Enem como ‘guerra pela educação’

Em visita ao Inep, presidente relata preconceito por não ter curso superior e promete ampliar Pé-de-Meia; exame mobiliza hoje 5 milhões de estudantes

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

08/11/2026 | 12h04

Reprodução/@LulaOficial

Lula chamou a atenção para o impacto social do exame, que ultrapassa mais de 5 milhões de inscritos - Reprodução/@LulaOficial
Lula chamou a atenção para o impacto social do exame, que ultrapassa mais de 5 milhões de inscritos
Ouvir texto 2:27 1x

Durante visita ao Inep, o presidente Lula defendeu a importância do ensino superior para a ascensão social no Brasil, destacando que a formação acadêmica é essencial e rebatendo críticas sobre a sua relevância.

O Enem 2026 mobiliza cerca de 600 mil profissionais e mais de cinco milhões de inscritos, com dois terços dos participantes oriundos da rede pública, evidenciando seu impacto social significativo, incluindo a participação de mais de 13 mil idosos.

Lula reafirmou o compromisso com a educação, prometendo investimentos em escolas em tempo integral e a universalização do programa Pé-de-Meia, além de uma nova versão do benefício para estudantes universitários.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Durante visita neste manhã à sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do ensino superior e afirmou que a qualificação acadêmica segue indispensável para a ascensão social no País.

Ao comentar o início da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, o mandatário rebateu teses sobre a perda de relevância da graduação e relembrou episódios de sua própria trajetória política e profissional. "Não é verdade que não vale a pena ter diploma universitário", declarou Lula. "Uma pessoa que não tem formação não é tratada com respeito, eu já vivi isso na pele muitas vezes."

O presidente classificou a realização do exame como uma "guerra contra o retrocesso e guerra pela educação". Lula comparou os quase 600 mil profissionais mobilizados para a aplicação das provas a "soldados ajudando os estudantes para que se garanta a lisura" do processo, assegurando que o exame conta com monitoramento integral para evitar fraudes ou prejuízos aos candidatos.

O chefe do Executivo chamou a atenção para o impacto social do exame, que ultrapassa os mais de cinco milhões de inscritos e mobiliza núcleos familiares inteiros em todo o território nacional. Atualmente, dois terços dos participantes são oriundos da rede pública de ensino. Além disso, mais de 13 mil participantes são pessoas acima de 60 anos de idade.

Lula reiterou que o desenvolvimento sustentável do Brasil depende de investimentos contínuos na formação de base e técnica, reforçando o compromisso com o avanço das escolas em tempo integral. O presidente também voltou a prometer a universalização do programa Pé-de-Meia, além do projeto de criar uma versão do benefício voltada para os estudantes universitários.

Classificada pela direção do Inep como "uma das operações mais complexas do mundo", a logística do Enem abrange mais de 184 mil salas de prova espalhadas por 1,9 mil municípios, exigindo esquemas especiais de segurança e comboios de escolta dedicados à distribuição dos cadernos de questões, afirmou a pasta durante o pronunciamento nesta manhã.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.