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Finitude: como se organizar e falar com a família sobre morte

Série especial de reportagens do VIVA aborda o tema da morte e do luto sobre diversas perspectivas, desde aspectos práticos até emocionais da perda

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

02/11/2026 | 08h15

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Falar mais abertamente sobre os aspectos envolvidos na morte torna a convivência em vida mais clara - Adobe Stock
Falar mais abertamente sobre os aspectos envolvidos na morte torna a convivência em vida mais clara
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O Dia de Finados destaca a complexidade do luto na sociedade brasileira, que não segue fases definidas e é cercado de tabus, segundo especialistas como Fabrício Carpinejar e Juliana Dantas. Ignorar a morte pode intensificar o sofrimento, tornando essencial a discussão aberta sobre o tema.

Carpinejar enfatiza que planejar o pós-morte é um ato de generosidade atemporal, enquanto Dantas argumenta que o luto deve ser visto como uma resposta humana à perda, não como uma doença a ser curada. A abordagem atual da morte na sociedade tende a tratá-la como um tabu, dificultando a aceitação e o diálogo.

Uma série de reportagens especiais foi desenvolvida para abordar a morte sob diversas perspectivas, incluindo aspectos práticos como seguros de vida e herança digital, além de recomendações sobre como lidar com a perda. O material também oferece dicas para organizar documentos e discutir o tema com a família.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Embora o Dia de Finados seja a principal data em que a sociedade brasileira se debruça coletivamente sobre o tema da morte, o luto não segue fases nem respeita calendários. Falar de morte sempre será complexo e trará sentimentos conflitantes. Mas ignorá-la tampouco ajuda. 

"Falar abertamente dos contratos sociais, dos rituais, dos desejos pós-morte, sem que você esteja com isso atraindo o fim, como se fosse um magneto do azar, torna a convivência mais clara e didática", defende o escritor Fabrício Carpinejar, ao fazer uma referência sobre os tabus comuns que circundam o tema.

Para ele, planejar esse pós-morte se relaciona com generosidade: "É uma preocupação que você tem mesmo não estando mais aqui. Eu falo que é uma generosidade atemporal. Uma empatia atemporal. Mas o legado é você que decide, não importando o que aconteça com a herança. A herança é o que você recebe de material do outro. O legado é o que você escolhe emocionalmente para ter do outro."

A jornalista especialista no tema Juliana Dantas, sócia e diretora de comunicação do Movimento inFINITO, também defende uma abordagem mais aberta ao falar sobre o tema, destacando que em nossa sociedade a morte é, em geral, tratada como uma falha médica, um acidente de percurso ou uma grosseria existencial sobre a qual não se deve comentar à mesa.

“O luto não é uma doença a ser curada, nem uma etapa a ser superada. É a resposta mais humana, lúcida e proporcional diante da quebra de um vínculo de amor. Se a perda é real e definitiva, tentar fugir dela só faz o sofrimento perdurar de forma mais áspera. O único caminho possível é puxar a cadeira, servir uma xícara de café e sentar-se com ele", observa ela.

Mas como falar abertamente sobre a morte?

Para abordar o tema da finitude sobre diferentes perspectivas, o VIVA apresenta uma série especial de reportagens que abordam desde aspectos práticos, como os seguros de vida, auxílios funeral e herança digital, até recomendações financeiras que envolvem a partilha de bens e direitos pós-morte, passando por aspectos filosóficos sobre a finitude e a maneira como lidamos com a perda.

O especial segue com dicas práticas de como falar com a família, organizar documentos, testamento físico, senhas e até uma lista de filmes sobre o assunto. É difícil de lidar? Sem dúvida, mas falar de finitude é um ato de amor com quem fica. 

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