De dentro para fora: quais alimentos ajudam a cuidar da pele depois dos 50?
Frutas, peixes, castanhas e vegetais fornecem nutrientes que ajudam a manter a saúde da pele, mas não eliminam rugas nem revertem os sinais do tempo
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A alimentação desempenha um papel crucial na saúde da pele durante o envelhecimento, com nutrientes essenciais que ajudam a manter a elasticidade e a hidratação da pele, embora não possam interromper o processo de envelhecimento.
Frutas, verduras, peixes, ovos e leguminosas são ricos em vitaminas, proteínas e antioxidantes, como a vitamina C, que é fundamental para a produção de colágeno e proteção contra danos oxidativos.
Especialistas recomendam uma dieta variada e equilibrada, além de hábitos saudáveis como proteção solar e hidratação, para manter a saúde da pele, ressaltando que a suplementação deve ser avaliada individualmente por profissionais de saúde.
São Paulo - Depois de viralizar o termo "skincare comestível", surgiu a dúvida: a alimentação pode ser uma aliada da saúde da pele durante o envelhecimento? Especialistas ouvidas pelo VIVA apontam que os nutrientes ganham importância diante de mudanças naturais, como a redução da elasticidade e da capacidade de retenção de água.
Frutas, verduras, peixes, ovos, castanhas e leguminosas fornecem vitaminas, proteínas, minerais e gorduras que participam da renovação celular, da produção de colágeno e da proteção contra danos oxidativos.
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Embora nenhum alimento consiga interromper o envelhecimento ou eliminar rugas, manter uma dieta variada ajuda a fornecer os componentes necessários para o funcionamento dos tecidos.
A vitamina C, por exemplo, participa da síntese de colágeno, enquanto as proteínas oferecem aminoácidos utilizados na formação e na reparação das estruturas da pele.
A médica dermatologista Camila Angelo Rosa, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que a alimentação contribui para a manutenção da barreira cutânea e para a proteção contra o estresse oxidativo, mecanismo envolvido no envelhecimento.
O envelhecimento cutâneo é multifatorial, influenciado também pela genética, pelas alterações hormonais, pela exposição solar e pelos hábitos de vida. A alimentação é uma aliada, mas não consegue, isoladamente, impedir ou reverter esse processo.
Camila Angelo Rosa, médica dermatologista
Alimentos que ajudam a cuidar da pele depois dos 50
A nutricionista Sophie Deram, doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), reforça que o cuidado não deve se resumir à procura por ingredientes considerados funcionais.
Uma alimentação saudável precisa contemplar diferentes grupos alimentares, regularidade e variedade. Veja a seguir alimentos ajudam a cuidar da pele depois dos 50 anos, segundo as especialistas:
Frutas cítricas e ricas em vitamina C
A vitamina C é um dos nutrientes importantes para a saúde da pele porque participa da síntese de colágeno, proteína que contribui para a estrutura e a sustentação dos tecidos. Além disso, possui ação antioxidante, ajudando a proteger as células contra os danos provocados pelos radicais livres.
A acerola e a goiaba estão entre as frutas que oferecem boas quantidades dessa vitamina. Laranja e kiwi também podem integrar a alimentação diária.
De acordo Camila, a presença de vitamina C na dieta é importante para que o organismo consiga produzir colágeno. Porém, isso não significa que consumir quantidades extras do nutriente resulte automaticamente em uma pele mais firme.
Peixes ricos em ômega 3
Peixes como sardinha e salmão são fontes de ômega 3, um tipo de gordura que participa da regulação de processos inflamatórios no organismo. Esse nutriente também pode contribuir para o funcionamento da barreira cutânea, estrutura responsável por proteger a pele e ajudar a evitar a perda excessiva de água.
O consumo de peixes ainda fornece proteínas, necessárias para a manutenção e a reparação dos tecidos. Para quem não consome alimentos de origem animal, chia e linhaça também são fontes de gorduras da família do ômega 3.
Ovos e outras fontes de proteína
As proteínas fornecem aminoácidos utilizados na formação de diferentes estruturas do organismo, incluindo as que compõem a pele. O colágeno também é uma proteína e depende da disponibilidade de aminoácidos para ser produzido pelo corpo.
Por isso, manter uma ingestão adequada de proteínas é importante durante o envelhecimento. Ovos, peixes, carnes e laticínios são fontes de proteína animal. Feijão, lentilha, grão-de-bico e outras leguminosas oferecem proteínas de origem vegetal.
Sophie Deram destaca que o colágeno, apesar da popularidade dos suplementos, não é uma proteína completa, pois não apresenta todos os aminoácidos essenciais nas proporções necessárias. Ela cita que o ovo oferece um perfil de aminoácidos mais completo. O importante é variar as fontes proteicas e respeitar as necessidades nutricionais individuais.
Castanhas, nozes e sementes
Castanhas, amêndoas, nozes e sementes fornecem vitamina E, minerais e gorduras insaturadas. A vitamina E tem ação antioxidante e participa da proteção das células contra danos oxidativos.
Esses alimentos também podem contribuir para a ingestão de zinco, mineral envolvido na renovação celular e nos processos de cicatrização. A inclusão desses ingredientes na alimentação pode ser feita em pequenas porções, combinados com frutas, iogurtes ou outras preparações.
Não é necessário consumir grandes quantidades para obter seus nutrientes. O equilíbrio da dieta continua sendo o principal fator, explica Camila.
Cenoura, abóbora e tomate
Esses vegetais contêm carotenoides, pigmentos naturais com propriedades antioxidantes. Por exemplo, a cenoura e a abóbora são fontes de betacaroteno, que pode ser convertido em vitamina A pelo organismo. O tomate contém licopeno, outro carotenoide estudado por sua ação antioxidante.
Os compostos participam da proteção celular contra o estresse oxidativo, que está entre os fatores envolvidos no envelhecimento cutâneo. A recomendação das especialistas é variar as cores dos vegetais nas refeições, garantindo o consumo de diferentes vitaminas e compostos bioativos.
Água e alimentos com alto teor de líquidos
A hidratação também faz parte dos cuidados com a pele depois dos 50 anos. A ingestão adequada de água contribui para o funcionamento do organismo e ajuda a manter o equilíbrio hídrico dos tecidos.
Alimentos como melancia, melão e pepino possuem alto teor de água e podem complementar a hidratação diária.
"O ressecamento pode ser influenciado pelo estado nutricional e pela disponibilidade de ácidos graxos essenciais, mas também está relacionado às alterações hormonais e à redução natural dos lipídios da pele com a idade", diz Camila. Por isso, beber água é importante, mas não substitui o uso de hidratantes.
O que ajuda a manter a pele saudável depois dos 50?
Além da alimentação, outros hábitos contribuem para a saúde cutânea durante o envelhecimento:
- Proteção solar: utilizar protetor solar diariamente ajuda a reduzir os danos provocados pela radiação ultravioleta;
- Hidratação: beber água e utilizar cremes adequados às necessidades da pele;
- Sono adequado: manter uma rotina de descanso favorece os processos de recuperação do organismo;
- Evitar o cigarro: o tabagismo está associado ao envelhecimento precoce da pele.
A suplementação de vitaminas, minerais e colágeno também não deve ser feita automaticamente, explica a nutricionista Sophie Deram. Doses elevadas de determinados nutrientes podem provocar efeitos adversos, e a necessidade de suplementação precisa ser avaliada individualmente por um profissional.
É importante lembrar que a alimentação não deve se tornar uma obrigação estética, mas uma aliada da saúde, sem representar uma nova forma de pressão sobre o corpo.
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