Mulheres são minoria entre CEOs, mas usam 24% mais o LinkedIn
Pesquisa da FGV EAESP mostra que executivas publicam, em média, 44,82 vezes por ano, acima das 36,07 publicações anuais entre os 225 CEOs analisados
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Mulheres que ocupam cargos de CEO nas grandes empresas brasileiras têm uma presença mais ativa no LinkedIn, com uma média de 44,82 publicações anuais, superando a média de 36,07 dos presidentes analisados, o que representa um aumento de 24% na frequência de postagens entre elas.
Apesar dessa maior atividade, as mulheres ainda são minoria, representando apenas 7,56% dos 225 executivos avaliados, com apenas 17 ocupando cargos de liderança nas organizações estudadas.
A pesquisa da FGV EAESP também revelou que todos os CEOs analisados estão agora presentes no LinkedIn, destacando a importância de não apenas estar na plataforma, mas de engajar de forma relevante com a audiência, o que é considerado um novo desafio para os executivos.
São Paulo - Mulheres que ocupam cargos de CEO nas grandes empresas brasileiras têm uma presença mais ativa no LinkedIn do que a média dos principais executivos do País, aponta pesquisa da FGV EAESP. As executivas fazem, em média, 44,82 publicações por ano na plataforma, contra 36,07 entre os 225 presidentes analisados.
O resultado indica uma frequência 24% maior entre as mulheres. Elas também alcançam uma média anual de 98.760 interações, acima das 95.297 registradas no conjunto de CEOs avaliados.
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Apesar da maior participação na rede social, as mulheres ainda são minoria entre os presidentes das organizações avaliadas. Dos 225 executivos que integram o levantamento, apenas 17 são mulheres, o equivalente a 7,56% da amostra.
De acordo com Lilian Carvalho, professora da FGV EAESP e uma das responsáveis pela pesquisa, ocupar uma posição de liderança e ter presença no debate público são movimentos que não necessariamente acontecem na mesma proporção.
"As mulheres ainda são poucas nas posições de CEO, mas, quando chegam a essas cadeiras, os dados mostram uma atuação digital bastante ativa. Elas publicam com maior frequência e conseguem gerar um nível de interação que supera a média da amostra”, afirma.
Influência não depende só dos seguidores
A pesquisa indica que a influência no LinkedIn não depende apenas da quantidade de seguidores ou do número de publicações feitas. "O que importa é a capacidade de construir uma conversa relevante com a audiência", diz Lilian.
O levantamento acompanhou a atividade de presidentes de grandes companhias, instituições financeiras e empresas de alto crescimento entre 2025 e 2026.
Foram avaliados fatores como frequência de publicações, número de interações, estratégias de conteúdo, temas abordados nas postagens e sentimentos presentes nas publicações.
A escolha dos executivos foi feita por meio do método Delphi, que utiliza consultas sucessivas e anônimas a profissionais do mercado. Entre os participantes estavam diretores de recursos humanos, headhunters e analistas. Ao todo, os 225 executivos monitorados fizeram cerca de 8 mil publicações durante um ano.
Mais presença dos CEOs no LinkedIn
Outra mudança apontada pela pesquisa é a presença dos CEOs de empresas brasileiras no LinkedIn. Na primeira edição do levantamento, em 2022, quase metade dos presidentes analisados não estava na plataforma. Agora, todos os executivos acompanhados têm presença ativa na rede social.
Com essa presença mais consolidada, a pesquisa passou a separar dois conceitos: visibilidade e influência. Para Lilian Carvalho, estar no LinkedIn deixou de ser a principal questão para os CEOs.
"O desafio agora é entender o que o executivo faz com esse espaço, se consegue estabelecer uma voz própria e se existe uma audiência disposta a interagir com aquilo que ele diz. Os dados mostram que frequência, tamanho da base e influência não são necessariamente a mesma coisa”, conclui.
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