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Negligenciar o envelhecimento dos funcionários é etarismo, diz especialista

Bárbara Ferreira / VIVA

A pesquisadora Fran Winandy participou do 1º Fórum de Longevidade, em São Paulo - Bárbara Ferreira / VIVA
A pesquisadora Fran Winandy participou do 1º Fórum de Longevidade, em São Paulo
Por Bárbara Ferreira e Fabiana Holtz

16/07/2026 | 18h23

São Paulo - A longevidade causa um paradoxo no mercado de trabalho. Da mesma forma que as empresas negligenciam suas responsabilidades com o envelhecimento do profissionais, elas próprias colhem as consequências disso ao lidarem com funcionários adoecidos. 

A forma como as empresas lidam com o envelhecer, que pode ser positiva ou negativa, impacta diretamente o ambiente de trabalho e a saúde dos profissionais.

A pesquisadora e especialista em Diversidade Etária e Etarismo, Fran Winandy, explicou que esse é um conceito de gerontologia corporativa, quando os princípios do envelhecimento são aplicados no ambiente de trabalho. O objetivo é que as empresas promovam saúde preventiva e melhorem a integração multigeracional.

pesquisadora e especialista em Diversidade Etária e Etarismo, Fran Winandy
pesquisadora e especialista em Diversidade Etária e Etarismo, Fran Winandy - Bárbara Ferreira / VIVA

Segundo Winandy, a empresa não proporcionar os cuidados necessários para um envelhecimento saudável também é etarismo. Pela negligência, o mercado de trabalho constrói profissionais com problemas de saúde física e mental.

A pesquisadora pontua que, no Brasil, o trabalho de combate ao etarismo é raso e se resume a palestras e comemorações pontuais, quando deveria ser uma política incorporada às empresas para conseguir abarcar o envelhecimento das pessoas que trabalham ali.

A gente tem que fazer um trabalho de educação continuada para conseguir essa integração", afirma Winandy.

Integração no mercado de trabalho

A pesquisadora explicou que as empresas ainda resistem a contratar pessoas com mais de 50 anos, mas recorrem a esses profissionais para palestras e aulas por conta da experiência. Outro paradoxo do mercado de trabalho que reforça a falta de compromisso empresarial com o envelhecer.

Para Rita Almeida, diretora de planejamento e líder do Lab Humanidade da AlmapBBDO, os mais velhos são, muitas vezes, vistos como pessoas desatualizadas, lentas ou sem conhecimento tecnológico. "São preconceitos que vão aparecendo e que afastam os mais jovens dos mais velhos."

A gente mistura essas duas sabedorias: a do jovem com a da pessoa mais madura, com experiência e que já passou por tantas transformações", disse Almeida.

A dupla participou nesta manhã do 1º Fórum da Longevidade - Impactos no mercado e na economia, evento promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) nesta quinta-feira em São Paulo.

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