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Quase metade das empresas não fornece suporte emocional no trabalho remoto

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Estudo mostra que 67,7% perceberam melhoria na qualidade de vida com a adoção do trabalho remoto - Adobe Stock
Estudo mostra que 67,7% perceberam melhoria na qualidade de vida com a adoção do trabalho remoto
Por Claudio Marques

09/02/2026 | 17h11

São Paulo, 09/02/2026 - O trabalho remoto proporciona impacto positivo para a maioria dos trabalhadores. No entanto, quase metade das empresas ainda não desenvolveu estruturas adequadas de suporte emocional para esse formato de trabalho.

Esse é o cenário mostrado pelo levantamento feito pela HUG, empresa voltada à curadoria e alocação de profissionais de comunicação. Segundo o estudo, 67,7% perceberam melhora na qualidade de vida com o trabalho remoto. Outros 23,1% relataram uma experiência equilibrada entre benefícios e desafios – como isolamento e jornadas extensas –, enquanto apenas 9,2% avaliaram o impacto como negativo.

Leia também: Redução de trabalho remoto levaria 77% a deixar a empresa, segundo pesquisa

Ainda segundo o levantamento, 43,3% dos entrevistados afirmam não receber nenhum tipo de apoio corporativo para saúde física ou mental, enquanto apenas 34,3% dizem contar com políticas consolidadas e 22,4% avaliam que o suporte existe apenas parcialmente.

Quadro preocupante

Ao mesmo tempo, o estudo aponta um quadro preocupante para a saúde mental: 83,6% dos profissionais apresentaram sintomas psicológicos no último ano. A ansiedade lidera as ocorrências (51,5%), acompanhada pela dificuldade de concentração (47%) e pelo burnout (39,6%). Outros problemas recorrentes incluem insônia, isolamento social e depressão.

"Flexibilidade sem apoio à saúde mental gera profissionais exaustos, isolados e menos produtivos. As organizações precisam entender que cuidar da saúde mental não é custo, é investimento estratégico", avalia Raquel Nunes, especialista em Recursos Humanos na HUG.

Diferencial competitivo

Para o CEO da HUG, o home office deixou de ser um benefício temporário e se consolidou como diferencial competitivo na atração e retenção de talentos. “Profissionais hoje avaliam não apenas o salário, mas também a flexibilidade, a autonomia e o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho", afirma o executivo. 

O levantamento foi realizado em janeiro de 2026 com uma amostra de 134 profissionais economicamente ativos, utilizando como base as experiências vividas em 2025. A coleta ocorreu via formulário on-line estruturado, garantindo o anonimato e a voluntariedade dos participantes. Para a análise, os dados foram agregados e segmentados estatisticamente em seis pilares: modelos de trabalho, saúde física, saúde mental (sono e exaustão), apoio profissional, benefícios e lacunas de mercado.

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