Que tal virar diplomata após os 50? Saiba como é a carreira
Freepik
São Paulo, 20/01/2026 - Uma dúvida frequente sobre a carreira de diplomata é a idade: sim, é possível ingressar na diplomacia brasileira mesmo após os 50 anos. O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) não estabelece limite máximo de idade.
O único requisito é ter, no mínimo, 18 anos na data da posse, respeitando o limite constitucional de permanência no serviço público, atualmente fixado em 75 anos.
O local de trabalho é no Itamaraty, em Brasília, e em embaixadas, consulados e missões diplomáticas, com mudanças a cada dois ou três anos. O ingresso ocorre no cargo de Terceiro-Secretário, com possibilidade de progressão até Embaixador.
Trata-se de um cargo público com estabilidade e salário inicial em torno de R$ 19 mil, fazendo do concurso um dos mais difíceis de aprovação.
O edital de 2026 ainda não foi publicado, e é um dos mais aguardados.
Leia também: Veja as profissões que mais crescem no Brasil, segundo o LinkedIn
Requisitos para ingressar na carreira diplomática
- Ser brasileiro nato;
- Ter no mínimo 18 anos;
- Possuir diploma de nível superior em qualquer área;
- Estar em dia com obrigações eleitorais e militares (para homens);
- Ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).
O CACD é aberto a brasileiros natos com curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Quem ainda não concluiu a graduação pode participar, mas só toma posse após apresentar o diploma.
Candidatos com dupla nacionalidade podem participar do concurso desde que uma das nacionalidades seja a brasileira nata.
Leia também: Quer aprender inglês? Conheça as vantagens de estudar após os 50 anos
Embora não haja exigência de área específica de formação, a maioria dos aprovados vem das ciências humanas, especialmente das áreas de direito, relações internacionais, economia, administração, ciência política, letras, história, geografia e comunicação social.
Como é a carreira de diplomata
A carreira diplomática é uma função de Estado exercida no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e exige alta qualificação técnica, vocação para o serviço público e um perfil versátil. Entre suas principais funções estão:
- Representar o Brasil e defender seus interesses em negociações internacionais;
- Atuar em temas como comércio, meio ambiente, segurança, paz e direitos humanos;
- Monitorar e relatar a situação política e econômica de outros países;
- Prestar assistência e proteção a brasileiros no exterior, incluindo emergências e emissão de documentos.
Leia também: Mudança de carreira entra no radar de 40% dos profissionais, mostra pesquisa
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.
