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Setor de TI oferece oportunidades de transição de carreira após os 50 anos

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Bagagem e vontade de aprender contam mais que a idade, diz FESA Group - Adobe Stock
Bagagem e vontade de aprender contam mais que a idade, diz FESA Group
Por Pedro Marques

07/03/2026 | 15h21

São Paulo, 07/03/2026 - Quando se fala em transição de carreira, a área de tecnologia costuma figurar entre as mais cogitadas por profissionais com mais experiência. Há bons motivos para isso: a demanda por profissionais nesse setor  é alta e os salários são mais altos que de outras categorias.

Segundo levantamento da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais do Brasil (Brasscom), o salário médio do setor é de R$ 4.789 em TI, mais que o dobro do salário médio nacional, que é de R$ 2.306.

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E esse setor é bastante receptivo a profissionais com mais de 50 anos, afirma Miguel Monzu, vice-presidente e sócio da FESA Group, empresa especializada em recrutamento executivo. "Muitas pessoas estão realizando transições de carreira para o setor de tecnologia após os 50 anos", diz Monzu. 

O executivo da FESA Group não esconde que o etarismo é um desafio, pois ainda existe o preconceito de que "tecnologia é coisa de jovem". Mas não chega a ser um impeditivo.

"A idade raramente é o ponto principal; o foco recai sobre a bagagem técnica, capacidade de gestão e a habilidade de encontrar soluções criativas", afirma. 

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O profissional 50+ viveu a transformação digital tanto quanto os mais jovens, com uma vantagem: ele traz uma vivência profissional prévia que, somada ao conhecimento tecnológico, o torna um profissional diferenciado e completo."

Experiência valorizada

Segundo o executivo, "uma pessoa nessa faixa etária já possui, no mínimo, 30 anos de vivência profissional, o que é muito valorizado" pelos recrutadores. "O segredo está em como transferir essa bagagem para o contexto digital", explica o executivo.

Para quem está considerando a transição para uma empresa de tecnologia, Monzu destaca que empresas e recrutadores valorizam a maturidade, capacidade de comunicação, liderança e a habilidade em resolver problemas complexos. 

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Quem conseguir contribuir com habilidades de gestão, também tem uma vantagem. "Profissionais com experiência robusta podem transferir essa competência com facilidade", explica o executivo do FESA GRoup. 

Quanto aos conhecimentos técnicos, Monzu ressalta que o profissional em transição de carreira não precisa ser um gênio da  tecnologia, mas precisa estar disposto a aprender. 

Esse conjunto entre bagagem acumulada e disponibilidade para aprender é, muitas vezes, mais importante que a idade ou uma formação técnica específica."

O que estudar?

Segundo a FESA Group, quem pretende fazer uma transição de carreira para o setor de tecnologia deve considerar adquirir as seguintes competências:

Desenvolvimento de Software: exige o aprendizado de linguagens de programação. É o momento de adquirir novos conhecimentos com a velocidade de aprendizado que o profissional 50+ já desenvolveu ao longo da vida.

Suporte, redes e infraestrutura: foca em hardware, sistemas operacionais e redes. É ideal para quem tem afinidade com a parte física e estrutural dos sistemas.

Cibersegurança: exige conhecimento técnico e um entendimento complexo do ecossistema tecnológico, focando em princípios de segurança, análise de riscos e proteção de dados.

Funções menos técnicas: Gestão de projetos, análise de produtos e negócios. A tecnologia busca quem olhe para o futuro, e a bagagem de gestão anterior é extremamente valiosa aqui.

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