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Sobrecarga de tarefas afeta 78% dos gerentes e ritmo é pesado, diz pesquisa

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Segundo a pesquisa, para 69% dos gerentes o ritmo de trabalho é considerado difícil de sustentar - Envato
Segundo a pesquisa, para 69% dos gerentes o ritmo de trabalho é considerado difícil de sustentar
Por Claudio Marques

10/04/2026 | 10h22

São Paulo - A liderança média, que abrange coordenadores e gerentes e é considerada o "coração" da execução nas empresas, vive um gargalo operacional, afirma  pesquisa realizada pela consultoria de treinamento e desenvolvimento (T&D) e educação corporativa Crescimentum Vegos Group.

Segundo o estudo, 78% dos líderes nessa faixa de atuação afirmam que a sobrecarga prejudica sua habilidade de pensar estrategicamente. Ao mesmo tempo, 77% relatam falta de tempo para projetos de inovação e melhoria.

“É nesse nível que a estratégia ganha forma na execução e que a operação se sustenta no dia a dia. Ao mesmo tempo, espera-se que esses líderes desenvolvam pessoas, tomem decisões rápidas e respondam a múltiplas expectativas que chegam de diferentes direções”, afirma Renata Grünthal, sócia e diretora de T&D da Crescimentum.

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Os dados mostram que falta de tempo para desenvolver times e dar feedbacks foi citada por 69% dos respondentes. Também para 69%, o ritmo de trabalho é considerado difícil de sustentar e apenas 54% sentem ter energia para manter o desempenho  no longo prazo.

Fragmentação de prioridades

Os resultados também apontam quais são os fatores de sobrecarga. A fragmentação de prioridades foi apontada por 84%. Eles alegam que recebem demandas simultâneas de diversas áreas. Ao mesmo tempo, 76% citam o desvio de papel, alegando que assumem funções operacionais por falta de estrutura. 

Além disso, embora 72% dos líderes possuam autonomia para resolver problemas, apenas 40% indicam que os processos organizacionais facilitam seu trabalho, tornando a gestão um esforço individual exaustivo.

O bem-estar desses profissionais é, por si só, uma questão essencial. Quando o tempo da liderança é consumido pela operação, as organizações também perdem algo igualmente importante: espaço para reflexão, desenvolvimento de pessoas e construção de futuro”, afirma Grünthal.

Para reverter esse quadro, o relatório aponta caminhos de transformação baseados em uma abordagem de três níveis. No âmbito individual, o foco reside no aprimoramento da produtividade pessoal, gestão do tempo e autocuidado. 

No nível da liderança, a solução passa pelo investimento em rituais de acompanhamento e na construção de relações de confiança que viabilizem a delegação.

Por fim, na esfera organizacional, torna-se indispensável, segundo avaliação da pesquisa,  promover discussões profundas sobre gargalos estruturais, cultura corporativa e o real alinhamento estratégico da companhia.

A pesquisa foi quantitativa, descritiva, conduzida por meio de survey estruturado e ouviu  171 profissionais que ocupam cargos de coordenadores (41%) e gerentes (59%). De todos os ouvidos, 66% eram mulheres e 34%, homens.

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