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Bahia tem 5 das 10 cidades com mais mortes violentas do País; veja ranking

Tânia Rêgo/Agência Brasil

20º Anuário de Segurança Pública aponta que o Brasil tem menor taxa de mortes violentas desde 2012 - Tânia Rêgo/Agência Brasil
20º Anuário de Segurança Pública aponta que o Brasil tem menor taxa de mortes violentas desde 2012
Por Alexandre Barreto

23/07/2026 | 11h09

São Paulo - Dados do 20º Anuário de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou em 2025 a menor taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) desde 2012. Foram 19,1 casos por 100 mil habitantes, o primeiro ano em que o indicador fica abaixo de 20.

Apesar da queda no País, os dez municípios com as maiores taxas de violência letal do Brasil estão todos no Nordeste, segundo levantamento com cidades de mais de 100 mil habitantes.

A Bahia é o Estado com mais representantes na lista, com cinco cidades. O Ceará aparece com três municípios, enquanto Pernambuco e Paraíba têm um cada. Em quase todos os casos, a violência está ligada a disputas entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas.

Em números absolutos, o País saiu de 54.694 vítimas em 2012 para um pico de 64.079 mortes em 2017. A partir de 2018, os casos começaram a cair de forma consistente, com exceção de 2020, quando houve leve alta em relação ao ano anterior.

Mesmo com a melhora no cenário nacional, dados agregados por Estado ou região escondem realidades muito diferentes entre municípios. É o que mostra o recorte das dez cidades com maior taxa de MVI em 2025. Confira:

Quais são as cidades mais violentas do Brasil e por quê?

Maranguape, no Ceará, segue como a cidade mais violenta do País, com taxa de 100,3 mortes por 100 mil habitantes. O município fica próximo a rodovias estratégicas para o tráfico, como a CE-065 e a BR-222, o que atrai disputas entre facções pelo controle do território.

Eunápolis, no sul da Bahia, aparece em segundo lugar, com 85,1 casos por 100 mil habitantes. Maracanaú, vizinha de Maranguape, fecha o top 3, com taxa de 80,7. A cidade tem geografia parecida com a líder do ranking, mas soma um agravante: o confronto entre três facções de atuação nacional.

O levantamento aponta dois fatores principais por trás da concentração de violência nessas cidades. O primeiro fator é histórico, pois municípios do interior cortados por rodovias federais funcionam como corredores logísticos para o transporte interno de drogas.

Já o segundo fator refere-se a cidades litorâneas do Nordeste, como Porto Seguro, Simões Filho, Cabo de Santo Agostinho e Santa Rita, que têm ganhado importância como rota de saída de cocaína para o tráfico internacional, sobretudo pela proximidade com portos. Esse movimento tem sido impulsionado também pela expansão de facções criminosas oriundas do Sudeste do País.

Porto Seguro, por exemplo, tem aeroporto internacional e fica próxima ao porto de Ilhéus, além de receber grande fluxo de turistas, o que favorece o comércio varejista de drogas. Simões Filho está perto do porto de Aratu, e Cabo de Santo Agostinho, a cerca de 20 km do porto de Suape, motivou um acordo de cooperação entre a Polícia Federal e o complexo portuário para reforçar a fiscalização contra o tráfico marítimo.

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