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Vergonha é barreira no enfrentamento da violência contra a mulher, diz pesquisa

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70% das mulheres pesquisadas consideram a vergonha como uma das principais barreiras para buscar ajuda - Envato
70% das mulheres pesquisadas consideram a vergonha como uma das principais barreiras para buscar ajuda
Por Marcel Naves

20/05/2026 | 11h35

São Paulo - Para 70% das mulheres, o sentimento de vergonha é uma das principais barreiras para buscar ajuda contra a violência. É o que aponta estudo do Centro de Pesquisa da Mulher do Grupo Boticário, em parceria com a On The Go Consumer Insights, com mais de mil mulheres em todas as regiões do Brasil.

Cerca de 40% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência ao longo da vida e 74% das entrevistadas afirmam conhecer outra mulher que passou por essa situação, 

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Entre meninas de 12 a 17 anos ouvidas na pesquisa, 88% afirmam já ter presenciado desrespeito ou intimidação, enquanto 77,7% consideram comuns comentários ofensivos.

Diante desse cenário, é a vergonha que surge novamente como uma das principais barreiras para a busca por ajuda: 66,8% das adolescentes apontam esse sentimento como o principal impeditivo para pedir apoio e 62,5% acreditam que  isso dificulta falar sobre situações difíceis.

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Para a vice-presidente de Marketing do Grupo Boticário, Renata Gomide é importante falar sobre o real impacto da vergonha na vida das mulheres.

A vergonha é um fator estrutural que impacta a relação das mulheres com seus corpos e se mostra ainda mais crítica quando impede a busca por ajuda em casos de violência". 

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Onde econtrar apoio

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço de utilidade pública para o enfrentamento à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos:

  • Orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, como Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.
  • Informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento.
  • Registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.
  • Registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento.

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