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Brasileiros elevam percepção do País como exemplo de democracia, diz pesquisa

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59% dos entrevistados consideraram o País como um bom exemplo de democracia, um aumento de 5 pontos porcentuais em relação a 2024 - Adobe Stock
59% dos entrevistados consideraram o País como um bom exemplo de democracia, um aumento de 5 pontos porcentuais em relação a 2024

Por Pepita Ortega, da Broadcast

redacao@viva.com.br
Publicado em 25/11/2025, às 10h41

Brasília, 25/11/2025 - A opinião dos brasileiros sobre democracia e a posição do País no contexto global melhorou neste ano. Conforme pesquisa da Ipsos, 59% dos entrevistados consideraram o País como um bom exemplo de democracia, um aumento de 5 pontos porcentuais em relação a 2024. Por outro lado, 73% dos brasileiros consideraram que a democracia está em risco no País - mesmo número observado, por exemplo, entre habitantes dos Estados Unidos que responderam à pesquisa.

Em termos globais, 75% dos brasileiros avaliaram que o País deve ser um líder moral e um exemplo para as demais nações. De acordo com o estudo, 81% dos entrevistados consideraram ainda que o Brasil tem que trabalhar com outros países visando metas globais, mesmo se não conseguir exatamente o que quer. Além disso, seguindo a média geral, 78% dos brasileiros apontaram que, dadas as dificuldades econômicas no País hoje, o Brasil precisa focar menos o mundo e mais assuntos internos.

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Segurança e desinformação

Os brasileiros veem como principais ameaças, atualmente e para o próximo ano, a disseminação de desinformação para influenciar as pessoas e o risco de hackeamento para fins fraudulentos ou de espionagem, indica o relatório da Ipsos. A percepção segue a média dos entrevistados de 30 países pela agência de pesquisa.

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O mesmo documento mostra ainda a percepção global de que o mundo está mais perigoso. Nesse sentido, oito em cada dez entrevistados consideram que é importante para seu país manter uma força de defesa nacional sólida, mesmo em tempos de paz.

Com relação às principais ameaças que os entrevistados enxergam na atualidade, as respostas dos brasileiros seguiram a percepção global: 75% dos cidadãos do Brasil veem risco real de disseminação de desinformação; 70% enxergam o hackeamento como uma ameaça real. A média global para os dois temas foi de 77%. O levantamento ainda mostra que 49% dos brasileiros confiam na resposta do governo à desinformação. Também foi medida a confiança na resposta estatal a outros temas, como desastres naturais (46%).

Segundo o estudo, 80% dos entrevistados consideram que o mundo está mais perigoso. A percepção dos brasileiros ficou um pouco abaixo da média, mas ainda alta, de 72%. Nesse cenário, 83% dos que participaram da pesquisa consideram que é importante, para seus respectivos países, manterem uma força de defesa nacional sólida, mesmo em tempos de paz. No Brasil, 79% concordaram com tal avaliação.

Um total de 60% dos entrevistados ainda entende que os governos precisam gastar mais com a força militar de seus países, “diante dos perigos do mundo”. De outro lado, 64% consideram que o poder econômico é mais importante que o militar em termos de contexto mundial. A avaliação dos brasileiros sobre o mesmo tema ficou em 59%.

Ameaças por IA

Também foi avaliada a percepção sobre eventual risco de sistemas de defesa baseados em inteligência artificial se tornarem uma ameaça: 62% dos entrevistados consideraram tal possibilidade, mesmo porcentual observado entre brasileiros.

O levantamento também revelou opiniões dos brasileiros em relação aos Estados Unidos. A pesquisa aponta que 29% dos entrevistados consideram o país presidido por Donald Trump como aquele com quem mais gostariam que o Brasil mantivesse relações próximas. Ao mesmo tempo, 37% dos brasileiros consideram os EUA como a maior ameaça de segurança para o País.

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As informações constam de estudo que entrevistou 23.586 pessoas sobre questões internacionais e mundiais, assim como ameaças e segurança. A Ipsos aplicou questionários on-line, entre 19 de setembro e 3 de outubro, no Canadá, Irlanda, Malásia, Nova Zelândia, África do Sul, Turquia, Estados Unidos, Tailândia, Indonésia, Singapura, Brasil, Holanda, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Alemanha, Austrália, França, Bélgica, Colômbia, Coreia do Sul, Peru, México, Suécia, Chile, Polônia, Hungria, Argentina, Espanha, Itália, Japão e Índia. No Brasil, mil pessoas participaram da entrevista.

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