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CPMI do INSS aprova convites para ouvir Galípolo e Campos Neto

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Galípolo e Campos Neto não são obrigados a comparecer à CPMI do INSS - Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Galípolo e Campos Neto não são obrigados a comparecer à CPMI do INSS
Por Pedro Marques

19/03/2026 | 11h35

São Paulo - A CPMI do INSS aprovou na manhã desta segunda-feira, 19, requerimentos para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, prestem esclarecimentos no Congresso sobre irregularidades em créditos consignados concedidos por instituições financeiras a aposentados e pensionistas.

Na avaliação da comissão, a expansão do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS aconteceu por causa de falhas de fiscalização e controle do sistema financeiro.

Leia também: STF proíbe CPMI do INSS de acessar sala-cofre com dados de Vorcaro

Pelo requerimento aprovado, porém, Galípolo e Campos Neto são convidados e não são obrigados a comparecer à comissão que investiga irregularidades no INSS.

Nesta semana, diversos depoimentos foram suspensos por decisões do Supremo Tribunal Federal. Um exemplo é o depoimento de Leila Pereira, presidente do Banco Crefisa e do Palmeiras, que estava marcado para a quarta-feira, 18, e foi cancelado pela segunda vez.

A ausência ocorreu em razão de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou facultativa a ida da empresária ao Congresso Nacional. O depoimento, aprovado pela Comissão, visava esclarecer operações irregulares de empréstimos consignados concedidos pela Crefisa.

Futuro incerto

Os trabalhos da Comissão têm encerramento previsto para 28 de março, mas a presidência busca a prorrogação do prazo. O pedido foi parar no STF após Carlos Viana (Podemos-MG) alegar que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não respondeu à solicitação de extensão dos trabalhos.

O caso terá como relator o ministro André Mendonça. "Vejo com muito bons olhos e com ânimo a definição do ministro André Mendonça como relator do mandado de segurança", afirmou Viana em postagem na rede social X (antigo Twitter).

O futuro da CPMI, porém, é incerto. As suspeitas de que a comissão foi responsável pelo vazamento de informações pessoais do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pesam contra a CPMI. Ontem, o STF proibiu o acesso de parlamentares da CPMI do INSS aos dados da quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do empresário.

Horas depois, porém, a Polícia Federal disse que as informações sigilosas voltaram a ser incluídas nos sistemas do Senado Federal, mas sem autorização do STF.

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