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Um terço da população trabalha em escala 6x1, afirma Ministério do Trabalho

Tomaz Silva/Agência Brasil

Ato do Dia do Trabalhador no RJ pede o fim da escala 6x1 e melhores condições de trabalho e renda - Tomaz Silva/Agência Brasil
Ato do Dia do Trabalhador no RJ pede o fim da escala 6x1 e melhores condições de trabalho e renda
Por Alexandre Barreto

12/03/2026 | 10h14

São Paulo - Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que 33,2% dos trabalhadores com vínculo registrado no eSocial ainda cumprem a escala 6x1 no País. Os demais 66,8% já trabalham cerca de 40 horas semanais, geralmente distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso.

O estudo analisou 50,3 milhões de vínculos trabalhistas cadastrados no eSocial, incluindo celetistas, estatutários, autônomos, avulsos, cooperados, empregados domésticos e estagiários. Desse total, 14,8 milhões trabalham seis dias por semana, com jornadas de 44 horas ou mais. Outros 29,7 milhões já cumprem jornadas de 40 horas semanais.

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Os dados foram apresentados em audiência na Câmara dos Deputados na terça-feira, 10, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Segundo ele, os números indicam que a economia brasileira tem condições de avançar na redução da jornada semanal e afirmou que esse modelo é compatível com a demanda da sociedade por mudanças na organização do trabalho.

Neste exato momento, a economia brasileira está pronta para suportar 40 horas semanais. É uma escala possível e coerente com o que a sociedade está pedindo.”

O levantamento também mostra diferenças entre setores da economia. Na área de eletricidade e gás, apenas 11,8% dos trabalhadores atuam na escala 6x1.

Entre os estados, a maior proporção de trabalhadores nesse regime aparece em Tocantins, com 48,1%. Na sequência estão Santa Catarina, com 44,7%, e Roraima, com 43,9%.

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Em números absolutos, a região Sudeste concentra o maior volume de trabalhadores nesse modelo de jornada. Cerca de 7 milhões de pessoas atuam na escala de seis dias de trabalho por semana.

O estudo também estimou os efeitos econômicos de uma eventual redução da jornada. Segundo o levantamento, o impacto adicional na massa de rendimentos seria de 4,7%, valor que poderia ser absorvido pela economia sem provocar desequilíbrios macroeconômicos.

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