Fila do INSS recua para 2,98 milhões após alta em janeiro
Pedro França/Agência Senado
São Paulo - A fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a ficar abaixo dos 3 milhões. De acordo com informações divulgadas pela autarquia nesta segunda-feira (16), a fila atual é de 2,98 milhões, uma redução de pouco menos de 90 mil requerimentos em comparação com os dados de janeiro de 2026.
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No informe, o INSS afirma que, em fevereiro, bateu um recorde de 18 meses com a entrega de 674,2 mil requerimentos, alcançando um índice de absorção da demanda de 108,57% — ou seja, o órgão julgou mais pedidos do que recebeu.
Segundo a pasta, esse avanço é reflexo da adoção de iniciativas como mutirões, antecipação de perícias e grupos de trabalho; as ações se concentraram em:
- Grupos especializados: atuação de equipes responsáveis pela análise de 65 mil benefícios em 2026;
- Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB): execução do programa com 406,8 mil requerimentos analisados no ano. O PGB foi retomado em janeiro, após uma suspensão anunciada em setembro do ano passado por falta de orçamento;
- Mutirões e antecipações: realização de mutirões de análise, antecipação de perícias médicas do Ministério da Previdência Social (MPS) e avaliações sociais, totalizando mais de 60 mil atendimentos desde o início do ano;
- Monitoramento contínuo: acompanhamento do estoque de processos pelo Comitê Estratégico, com propostas quinzenais de soluções para os desafios operacionais.
Janeiro teve recorde de pedidos
O recuo em fevereiro ocorre logo após o primeiro mês do ano fechar com um novo recorde de pedidos acumulados: 3,07 milhões, sendo que 69% deles estavam há mais de 45 dias em análise. Esse é o último mês com os dados dispostos integralmente pelo Boletim Estatístico da Previdência Social (Beps).
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Desse total de janeiro, 2,69 milhões de requerimentos (87,6%) aguardavam análise direta do INSS e da Perícia Médica. Apenas 379,46 mil pedidos (12,4%) dependiam do envio de documentos pelos próprios segurados.
O tempo médio de concessão também subiu para 57 dias em janeiro, frente aos 50 dias registrados em dezembro de 2025 (em outubro, o tempo era de 43 dias). O informe atual do INSS relata que já houve redução no tempo de espera para o início e conclusão das análises até março, embora não quantifique essa queda.
Nordeste lidera fila de espera
No recorte regional, o Nordeste apresentou a maior fila de espera em janeiro, com 976,7 mil casos parados — o que representa 36,2% de toda a fila de responsabilidade da autarquia no Brasil.
Em seguida, aparece a Região Sudeste, com 864,4 mil processos em análise. Juntas, as duas regiões concentram mais de 68% de toda a demanda retida pelo INSS e pela Perícia Médica.
Por fim, o volume geral de concessões entre dezembro e janeiro sofreu uma queda de 18,8%, com 461,8 mil benefícios aprovados contra 378,8 mil indeferimentos.
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