INSS nega 4,3 milhões de benefícios no 1º semestre de 2026
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
São Paulo - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 4.239.522 benefícios no primeiro semestre de 2026, enquanto 4.319.336 pedidos foram negados no mesmo período. Segundo os dados do instituto enviados ao VIVA, 49,5% dos requerimentos analisados terminaram em concessão e aproximadamente 51% foram indeferidos.
O número de benefícios concedidos considera as decisões tomadas entre janeiro e junho. Junho teve o maior volume do semestre, com 792.531 concessões. Já fevereiro registrou o menor número, com 596.526 benefícios autorizados.
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Em nota, o Ministério da Previdência Social (MPS) e o INSS afirmam que o indeferimento ocorre quando o segurado não cumpre os requisitos previstos para o benefício ou deixa de atender alguma exigência do processo, como apresentar documentos dentro do prazo.
Segundo os órgãos, o aumento no número absoluto de negativas também precisa ser analisado junto ao crescimento da quantidade de processos avaliados. Com a aceleração das análises, o INSS passou a concluir mais requerimentos que estavam aguardando uma decisão.
A avaliação do governo é que uma comparação isolada com os números de 2025 pode distorcer a leitura dos dados. Naquele ano, a taxa de indeferimento ficou em cerca de 40%, influenciada por mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Considerando a proporção de concessões, a taxa de 49,5% registrada no primeiro semestre de 2026 está próxima de períodos anteriores. Em 2021, por exemplo, o índice foi de 50,6%. Em 2022, chegou a 50,5%.
Fila do INSS
O aumento na quantidade de decisões ocorre em meio à redução da fila de pedidos que aguardam análise há mais de 45 dias. De acordo com o MPS e o INSS, esse estoque caiu de 1,882 milhão de processos em janeiro para 374 mil no fim de julho. A redução foi de aproximadamente 80%, levando o número ao menor nível desde janeiro de 2023, segundo os dados enviados pelo governo.
Em julho, o INSS concluiu 1,658 milhão de análises, o maior volume já registrado pelo órgão. No mesmo mês, foram concedidos 846 mil benefícios.
O recorde anterior de análises havia sido registrado em março, quando 1,626 milhão de processos foram concluídos. Naquele mês, o instituto também alcançou o maior número de concessões até então, com 890 mil benefícios.
Motivos para a negativa de benefícios
Os principais motivos de indeferimento variam de acordo com o tipo de benefício solicitado. Nos benefícios por incapacidade, o principal motivo registrado em julho foi a não comprovação da incapacidade pela Perícia Médica. No caso do BPC, a principal razão foi o não atendimento ao critério de deficiência.
Para as pensões, o motivo mais frequente foi a falta de comprovação da qualidade de dependente. Já entre as aposentadorias, o principal motivo de negativa foi o não cumprimento de requisitos de legislações específicas ou especiais.
Todo cidadão tem assegurado o direito de apresentar recurso administrativo no prazo de 30 dias pela revisão da decisão", informou o INSS.
O instituto afirma ainda que as concessões e os indeferimentos seguem critérios previstos em lei e passam por mecanismos internos de controle e auditoria técnica.
A análise dos pedidos tem como objetivo verificar se o segurado atende às condições exigidas para cada benefício. Por isso, a concessão depende do cumprimento dos requisitos legais e da apresentação das informações e documentos necessários.
“A prioridade da atual gestão do Ministério e do INSS é dar respostas rápidas à população, garantindo o direito de quem tem direito”, destacam os órgãos.
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