Fila do INSS recua para 1,55 milhão de pedidos, com taxa recorde de rejeição
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São Paulo - O número de processos em análise no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma nova queda em julho de 2026, atingindo a marca de 1,547 milhão de requerimentos pendentes. O volume representa uma redução constante desde o pico de 3,128 milhões em fevereiro deste ano.
No entanto, os boletins estatísticos revelam que o esvaziamento da fila coincide com um aumento na quantidade de benefícios negados pela autarquia. Os números mostram que, ao menos até junho deste ano, mais da metade dos pedidos feitos à Previdência Social foram rejeitados.
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Aumento de negativas
Com base nas análises concluídas pelo órgão federal, a taxa de indeferimento atingiu 54,2% em junho de 2026. No mesmo período do ano anterior, a proporção de recusas era de 44,3%.
Em junho de 2026, a autarquia indeferiu 938.180 processos indeferidos contra 792.531 concedidos. No acumulado do primeiro semestre, a instituição somou 4.319.336 negativas diante de 4.239.522 concessões, uma taxa consolidada de rejeição semestral de 50,5%.
Como está o tempo de espera?
Do total de 1,547 milhão de requerimentos aguardando resposta em julho, 777 mil estão dentro do prazo legal inicial de avaliação, que é de até 45 dias.
Outros 374 mil casos superam esse período e cerca de 396 mil estão paralisados na fase de exigência documental – ou seja, aguardam com que o próprio cidadão envie a documentação faltante.
O Tempo Médio de Concessão (TMC) nacional caiu para 48 dias. Apesar desse recuo, há disparidade na variação de prazos entre os Estados:
- Menor prazo: o Distrito Federal registrou o menor tempo do País, com os segurados esperando, em média, 20 dias pela conclusão;
- Maior prazo: em Roraima, o tempo médio de espera para a análise do pedido chegou a 103 dias, o maior registrado no território nacional.
Déficit nas contas públicas
O crescimento nas decisões de indeferimento ocorre no mesmo período em que o Regime Geral de Previdência Social registra saldo negativo. O fluxo de caixa do INSS mostra que a despesa do governo para pagar aposentadorias e pensões é superior ao montante arrecadado dos trabalhadores.
Em junho de 2026, os gastos com o pagamento de benefícios totalizaram R$ 112,3 bilhões, enquanto a arrecadação líquida somou R$ 61,9 bilhões. A diferença gerou um rombo de R$ 50,4 bilhões no mês, elevando o déficit acumulado da Previdência em todo o primeiro semestre para R$ 236,2 bilhões.
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