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Lula vai conseguir cumprir promessa de zerar fila do INSS, diz ministro

Daniel Teixeira/Estadão

Ideia é manter apenas o fluxo mensal de 1,3 milhão de pedidos, disse ministro da Previdência, Wolney Queiroz - Daniel Teixeira/Estadão
Ideia é manter apenas o fluxo mensal de 1,3 milhão de pedidos, disse ministro da Previdência, Wolney Queiroz
Por Broadcast

27/07/2026 | 16h51

Brasília - O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que o governo vai conseguir zerar a fila do INSS até o fim do ano ou antes disso. Ele citou que já houve uma redução de 79% na fila de fevereiro até agora e que a ideia é manter apenas o fluxo mensal de 1,3 milhão de pedidos com respostas em até 45 dias.

"Nós reduzimos a fila em 79% de fevereiro até agora, acredito que muito tranquilamente zeraremos essa fila até o fim do ano. Pode até ser que isso aconteça antes do fim do ano", afirmou em entrevista ao Jota.

Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai conseguir cumprir sua promessa de campanha de zerar a fila, mas que o desafio seguinte é tratar o fluxo mensal de pedidos dentro do prazo de 45 dias para que não entrem formalmente na fila.

Zerar essa fila significa você ter todo esse fluxo de pedidos sendo respondidos no prazo de 45 dias... na hora que você conseguir fazer com que todas as respostas sejam dadas pelo INSS nesse prazo nós estaremos então com a fila zerada."

Sobre a possibilidade de permanecer no governo em um eventual quarto mandato do presidente Lula, Wolney afirmou que não é possível afirmar porque, em 2027, terá nova correlação de forças, mas que ele espera ser lembrado com quem assumiu o ministério na crise do INSS.

Sobre a Previdência ser um dos principais litigantes no País, ele afirmou que a ideia é reduzir essa judicialização nos processos envolvendo a Pasta como uma prioridade para um eventual novo governo.

Fraudes no INSS

Durante a entrevista, Queiroz disse ainda que o governo pagou R$ 3,2 bilhões às vítimas de fraudes no INSS, sem deixar "ninguém para trás." A expectativa é que não haja nenhum acréscimo dos valores ressarcidos daqui para a frente, ele disse.

Segundo o ministro, após a fraude, foram incorporados mais mecanismos de proteção e, este mês, o ministério recebeu um reconhecimento de nível máximo de integridade da Controladoria-Geral da União (CGU). "Há poucos ministérios com esse nível", destacou.

Todas as medidas foram feitas para que o dinheiro fosse devolvido aos aposentados. E nós hoje temos critérios muito mais cuidadosos. Então, as fraudes não vão acontecer nunca mais naquelas modalidades em que aconteceram."

(Por Mateus Maia e Flávia Said)

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