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Plano de R$ 11 bi para a segurança pretende asfixiar financeiramente as facções

Divulgação SENAPPEN

Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal é uma das ações para reforçar segurança pública - Divulgação SENAPPEN
Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal é uma das ações para reforçar segurança pública
Por Broadcast

12/05/2026 | 10h04

Brasília e Rio, 12/05/2026 - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia o Programa Brasil contra o Crime Organizado, que vai prever investimentos da ordem de até R$ 11 bilhões na segurança pública.

Além dos cerca de R$ 1 bilhão previstos no orçamento para uso em medidas de segurança, o governo também vai viabilizar empréstimos aos Estados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nessa última modalidade, estarão disponíveis até R$ 10 bilhões para conceder às unidades da federação interessadas em aderir ao programa. Os recursos são provenientes do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).

Nesta terça-feira, serão assinados o decreto presidencial que institui o programa e portarias que detalham a medida.

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O programa de combate ao crime organizado é uma das principais medidas do governo Lula para a segurança pública. A área está entre aquelas com pior avaliação na visão da população brasileira e deve ser um dos temas mais importantes da campanha eleitoral.

Plano em quatro eixos

A iniciativa é organizada em quatro eixos:


- Asfixia financeira das organizações criminosas;
- Combate ao tráfico de armas;
- Esclarecimento de homicídios;
- Fortalecimento do sistema prisional

No eixo de asfixia financeira, o governo quer atuar para desmantelar o sistema lucrativo das organizações criminosas, com a proposta de descapitalizar essas facções para tornar o negócio menos atrativo.

Uma das medidas previstas é a expansão do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIIFRA). Atualmente, apenas o Rio de Janeiro tem essa estrutura, que deve ser expandida para outros Estados.

Leia também: PF realizou 3,8 mil operações e tirou R$ 9,5 bi do crime organizado em 2025 

O montante de cerca de R$ 1 bi previsto no programa será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública e para o Fundo Penitenciário Nacional. O valor poderá ser usado pelos Estados para compra de equipamentos, como drones, pistolas, viaturas e até softwares de monitoramento financeiro.

(Por Daniela Amorim)

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