Brasil é o maior ganhador dos principais prêmios do cinema da América do Sul
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São Paulo, 04/03/2026 - O Brasil é o país que mais ganhou troféus nas principais premiações do cinema, com oito vitórias, segundo levantamento da Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados. Quando considerado os países latino-americanos, o Brasil empata com o México.
Prêmios do Brasil:
- 1 Oscar de Melhor Filme Internacional (Ainda Estou Aqui, em 2025);
- 2 Baftas de Melhor Filme em Língua Não Inglesa (Central do Brasil, em 1998, e Diários de Motocicleta, em 2005);
- 2 Globos de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa (Central do Brasil, em 1998, e O Agente Secreto, em 2026);
- 2 Ursos de Ouro (Central do Brasil, em 1998, e Tropa de Elite, em 2008);
- 1 Palma de Ouro (O Pagador de Promessas, em 1962).
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Prêmios do México:
- 1 Oscar de Melhor Filme Internacional (Roma, em 2018);
- 3 Baftas de Melhor Filme em Língua Não Inglesa (Amores Brutos, em 2002; O Labirinto do Fauno, em 2007; e Roma, em 2018);
- 2 Globos de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa (Tizoc, em 1958, e Roma, em 2018);
- 1 Leão de Ouro (Roma, em 2018);
- 1 Palma de Ouro (Maria Candelaria, em 1946).
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Central do Brasil é filme brasileiro mais premiado
Vencedor do Bafta, do Globo de Ouro e do Urso de Ouro, Central do Brasil, dirigido por Walter Salles, é o filme brasileiro mais premiado até hoje. Salles também dirigiu Diários de Motocicleta, coprodução com a Argentina, que ganhou o Bafta de Melhor Filme em Língua Não Inglesa em 2005, e Ainda Estou Aqui, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional no ano passado.
Walter Salles, é, inclusive, o diretor de cinema latino-americano com mais indicações aos principais prêmios internacionais. Foram 16 nomeações por seis produções diferentes. Luis Buñuel, cineasta espanhol naturalizado mexicano, foi o diretor com mais filmes indicados nessas premiações: foram oito no total.
Em 2026, O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa. Tropa de Elite, de José Padilha, venceu o Urso de Ouro em 1998 e o Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, a Palma de Ouro em 1962.
O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui lideram indicações latino-americanas
Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto são os longas-metragens latino-americanos com mais indicações, ambos com cinco cada. Em seguida, está Central do Brasil, com quatro indicações. Outros quatro filmes latinos também tiveram quatro indicações: Argentina, 1985 (Argentina), Biutiful (México), O Labirinto do Fauno (México) e Roma (México).
Em janeiro, O Agente Secreto venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa. O filme também concorreu à Palma de Ouro, em maio de 2025, e, além das duas categorias do Oscar, concorreu ao Bafta, mas não ganhou.
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O longa conta a história de Marcelo (Wagner Moura), um professor que, acusado de subversão, deixa São Paulo em busca de refúgio no Recife, em um contexto de perseguição política. O filme se passa em 1977, na época da ditadura militar, e traz discussões sobre identidade, repressão e espionagem.
Já Ainda Estou Aqui foi baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, publicado em 2015, e narra a prisão e desaparecimento de Rubens Paiva, pai do escritor, pelo regime militar, em 1971. O foco do longa-metragem é na história de Eunice Paiva em busca do marido e, mais tarde, pelo reconhecimento pelo Estado brasileiro de sua tortura e morte, declarada oficialmente em 1996. Além de concorrer aos Oscars de Melhor Filme e de Melhor Filme Internacional, a obra foi indicada para o Bafta, o Globo de Ouro e o Leão de Ouro.
Outros filmes brasileiros que foram indicados às seis premiações analisadas incluem Bacurau, Carandiru, Eles Não Usam Black-Tie, Terra em Transe e Deus e o Diabo na Terra do Sol.
As únicas mulheres cineastas brasileiras indicadas por longas-metragens foram Daniela Thomas, diretora de Linha de Passe junto a Walter Salles, que concorreu ao Urso de Ouro em 2008, e Suzana Amaral, diretora de A Hora da Estrela, que concorreu ao Urso de Ouro em 1986.
México lidera em número de indicações
Embora o Brasil tenha empatado em número de troféus, o México lidera o ranking de indicações, com 95 nomeações, por 76 filmes – 9 deles concorreram ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Já o Brasil foi indicado 90 vezes, por 72 filmes, sendo 6 longas ao Oscar, somando 8 indicações – 2 deles em 2 categorias: Melhor Filme e Melhor Filme Internacional.
O Brasil é o único país da América Latina que disputou o Oscar de Melhor Filme, com Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, produções inteiramente brasileiras. Os dois longas-metragens também concorreram como Melhor Filme Internacional, com Ainda Estou Aqui vencendo a categoria em 2025.
A cerimônia do Oscar de 2026 está marcada para 22 de março. Os dois longas são, inclusive, os filmes latino-americanos mais indicados nas principais premiações do cinema, com cinco nomeações cada.
“O empate do Brasil com o México nas premiações confirma o fortalecimento do nosso cinema no cenário internacional. Somos o único país da América Latina a conquistar indicações simultâneas a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional com as mesmas obras, e por dois anos consecutivos. Com o Oscar e o Bafta se aproximando, o estudo da Nexus aponta um horizonte promissor, em que o Brasil pode não apenas superar esse empate, mas se firmar como a maior potência cinematográfica da América Latina”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Já a Argentina acumula 81 indicações e 7 vitórias nas premiações analisadas. Em casos de coprodução, um mesmo filme pode ter sido vitorioso em mais de uma premiação e contabilizado na lista de mais de um país.
Metodologia
O levantamento foi feito com base nos sites oficiais dos festivais e no The Internet Movie Database (IMDb).
Para o levantamento feito pela Nexus, foram analisados todos registros históricos disponíveis das seguintes premiações e categorias, levando em consideração apenas longas-metragens:
• Oscar – Melhor Filme e Melhor Filme Internacional (anteriormente Melhor Filme Estrangeiro);
• Bafta – Melhor Filme em Língua Não Inglesa;
• Globo de Ouro – Melhor Filme em Língua Não Inglesa (anteriormente Melhor Filme Estrangeiro);
• Palma de Ouro – prêmio máximo do Festival de Cannes;
• Leão de Ouro – prêmio máximo do Festival Internacional de Cinema de Veneza;
• Urso de Ouro – prêmio máximo do Festival Internacional de Cinema de Berlim.
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