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Brasil tem 10 produções audiovisuais na programação do Festival de Berlim

Divulgação/Feito Pipa

O longa-metragem Feito Pipa, de Allan Deberton, concorre na categoria Generation Kplus - Divulgação/Feito Pipa
O longa-metragem Feito Pipa, de Allan Deberton, concorre na categoria Generation Kplus
Por Alessandra Taraborelli

18/02/2026 | 15h25

São Paulo, 18/02/2026 - Dez produções audiovisuais nacionais marcam presença na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) este ano. As produções integram a programação oficial do evento, distribuídas por diferentes mostras, como Generation, Panorama, Fórum, Fórum Expanded e Perspectives, reafirmando a força criativa e a diversidade do audiovisual brasileiro no cenário internacional.

Na Berlinale Generation Kplus, dedicada ao público infantojuvenil, o Brasil participa com três longas-metragens. A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai, contou com investimento público, R$ 800 mil pela Lei do Audiovisual, R$ 860 mil pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e R$ 300 mil pela Lei Paulo Gustavo. Já Papaya, de Priscilla Kellen, recebeu aportes de R$ 646 mil com recursos vinculados ao FSA/Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

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Completa a seleção Feito Pipa, de Allan Deberton, que contabiliza investimento total de R$ 4,7 milhões pelo FSA, sendo cerca de R$ 1 milhão via Art. 1º-A e R$ 3 milhões pelo Art. 3º, dentro dos mecanismos da Lei do Audiovisual.

Na mostra Generation 14plus, foi selecionado o longa-metragem Quatro Meninas, dirigido por Karen Suzane, que recebeu cerca de R$ 2,2 milhões em investimentos, sendo cerca de R$ 1,9 milhão e R$ 345 mil por meio do Art. 1º-A.

No Fórum, espaço tradicional da Berlinale dedicado a obras de caráter mais experimental e autoral, foi selecionado o longa Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques. O filme recebeu R$ 1,4 milhão por meio da Política Nacional Aldir Blanc, via edital da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE), e R$ 600 mil pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Já na mostra Fórum Expanded, o curta-metragem Floresta do Fim do Mundo, dirigido por Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa, recebeu R$ 100 mil da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ).

Integram a programação os longas Isabel, coprodução entre França e Brasil dirigida por Gabe Klinger, que não contou com recurso público brasileiro; Se eu fosse vivo, vivia, de André Novais Oliveira, que recebeu cerca de  R$ 1,9 milhão por meio do FSA/BRDE (Suporte Automático, Arranjos Regionais e Complementação); e Narciso, coprodução internacional liderada pelo Paraguai com participação minoritária do Brasil, contemplado com aproximadamente R$ 1,5 milhão por meio do Contrato de Coprodução Internacional Cinema 2022.

Completando a presença nacional, o longa Nosso Segredo, dirigido por Grace Passô, integra a mostra Perspectives e recebeu cerca de R$ 1,3 milhão e R$ 2,5 milhões vinculados ao Art. 3º- A da Lei do Audiovisual.

Até o momento, os filmes brasileiros selecionados ainda não têm data confirmada de estreia comercial no Brasil.

Festival de Berlim

O Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) é reconhecido como um dos eventos mais prestigiados da indústria cinematográfica mundial pela apresentação e premiação dos longas produzidos no ano anterior, com a concessão do Urso de Ouro e dos Ursos de Prata. O Brasil já recebeu o Urso de Ouro, principal prêmio da competição, com Central do Brasil (1998), de Walter Salles, e Tropa de Elite (2008), de José Padilha. Em 2025, O Último Azul, de Gabriel Mascaro, foi vencedor do Urso de Prata.

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