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Gilberto Gil reflete sobre paternidade e relembra Preta Gil no 'Saia Justa'

Reprodução/Instagram @gnt

Gilberto Gil participou do ‘Saia Justa’ desta quarta em homenagem ao Dia dos Pais - Reprodução/Instagram @gnt
Gilberto Gil participou do ‘Saia Justa’ desta quarta em homenagem ao Dia dos Pais
Por Alexandre Barreto

06/08/2026 | 11h27 ● Atualizado | 11h27

São Paulo - Gilberto Gil participou da edição do "Saia Justa" exibida nesta quarta-feira, 5, no GNT, ao lado da neta Flor Gil. Em uma conversa marcada por relatos pessoais, o cantor falou sobre a experiência de ser pai, avô e bisavô, relembrou a filha Preta Gil e refletiu sobre como o tempo, a fé e a música transformaram sua forma de enxergar a família e a vida.

Recebido por Eliana, Bela Gil, Erika Januza, Juliette e Tati Machado, Gil participou de um debate que teve como ponto de partida o Dia dos Pais. Ao longo do programa, o artista revisitou momentos da própria trajetória familiar e comentou como a maturidade mudou sua maneira de educar os filhos.

Durante a conversa, Gilberto Gil afirmou que sua geração foi fortemente influenciada pelos ideais de liberdade e que isso se refletiu na criação. Ele conta que sempre procurou encontrar um equilíbrio entre incentivar a autonomia e estabelecer limites.

“Esse traço é da minha própria geração, aquela coisa do hippie, o cultivo das novas liberdades e tudo mais, isso se reflete no núcleo básico que é o de casa, da família. Então, criar os filhos sempre foi, pra mim, uma maneira de reproduzir um desejo meu de abertura, de liberdade, do lado transgressor necessário, mas também o lado disciplinar necessário, esse jogo, esse diálogo de pegar os parafusos e a chave de fenda e afrouxar”, comenta o cantor.

O cantor explicou que a paternidade também muda com o passar dos anos e que cada filho acaba conhecendo uma versão diferente do mesmo pai.

Preta Gil foi lembrada em diversos momentos

A memória de Preta Gil esteve presente em diferentes trechos da entrevista. Gil relembrou a convivência com a filha e citou as marcas deixadas por sua trajetória pessoal e artística. A conversa também fez referência à série "Meu Nome é Preta", que retrata a história da cantora.

Gilberto Gil e Flora Gil na série "Meu Nome é Preta"
Gilberto Gil e Flora Gil na série "Meu Nome é Preta" - Suzanna Tierie/Globo

Flora Gil também falou sobre a tia e contou que passou a desenvolver uma relação diferente com ela após sua morte. Para a artista, a fé passou a ocupar um papel ainda mais importante desde então.

"A minha tia me ensinou muito a ressignificar os sentimentos e as dores. Ela sempre foi ocasionalmente presente nos momentos mais críticos da minha vida. E é forte, não é fácil de lidar, principalmente ela sendo uma pessoa que eu sempre idolatrei, que sempre foi o meu sonho, o meu objetivo de vida. Ela foi uma pessoa crucial pra mim na vida, e continua sendo. Está sendo ainda mais agora do que antes, até pra me conectar com o mistério, com o divino”, disse Flor.

Espiritualidade

Outro momento de destaque foi a conversa sobre espiritualidade, iniciada a partir da canção "Se Eu Quiser Falar com Deus". Ao comentar a composição, Gilberto Gil afirmou que o sofrimento faz parte da existência humana e pode ser entendido como um elemento de transformação.

“Existem várias religiões, os sistemas filosóficos que tentam dar conta desse sentido da dor. O sofrimento é o grande desafio para o sentido transformador que o indivíduo, que o ser humano tem que adotar. É como se fosse o combustível que vai movendo o carro... a dor ensina”, observa Gil.

Na reta final do "Saia Justa", os artistas falaram sobre a relação da família com a música. Os convidados compartilharam histórias sobre influências e canções que atravessam gerações, mostrando como o repertório musical continua sendo um elo entre os membros da família Gil.

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